Empresa apresenta lançamentos e tecnologias na Show Rural Coopavel e projeta novo ciclo de crescimento no Brasil
Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

A Ihara apresentou suas principais apostas em inovação, novos produtos e estratégias para ampliar a produtividade agrícola no Brasil durante a 38ª edição da Show Rural Coopavel, realizada de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Em coletiva de imprensa no evento, o gerente distrital e comercial da empresa, Rafael Scapini, detalhou tendências de mercado, desafios do manejo e os próximos lançamentos previstos no portfólio da companhia.

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Inovação japonesa aplicada ao campo brasileiro

Reconhecida como uma das principais plataformas de inovação agrícola do Japão no Brasil, a Ihara atua com acionistas majoritariamente ligados ao fornecimento de moléculas. Esse modelo permite que soluções desenvolvidas no maior polo de pesquisa agrícola do mundo cheguem ao campo brasileiro de forma direcionada às necessidades do produtor.

Rafael Scapini, gerente distrital e comercial da Ihara – Foto: Pedro H, Lopes

Além disso, a empresa mantém o foco em transformar tecnologia em resultado prático na lavoura. O objetivo, segundo Scapini, é garantir que a inovação chegue até o produto final, com impacto direto na produtividade e na rentabilidade.

Crescimento do portfólio e novos lançamentos

O avanço da Ihara no País ocorre de forma consistente. Em 2017, a empresa registrou seu maior crescimento histórico, com o lançamento de 15 produtos em um único ano. Já em 2025, o portfólio alcançou 79 produtos disponíveis, atendendo todas as culturas e segmentos do agronegócio.

Atualmente, a companhia avalia e desenvolve 22 moléculas, com potencial para originar até 240 novos produtos. Além disso, quatro soluções — dois fungicidas e dois inseticidas — avançam para a fase final de desenvolvimento. “Tem muita coisa nova para vir por aí”, afirmou Scapini.

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Entre os produtos que devem chegar em breve ao agricultor estão o Fusão Fix, fungicida voltado à cultura da soja; o Alecto, inseticida com molécula inédita para o controle de lagartas; e o Olympo, mistura tripla para soja, com ação contra lagartas, percevejos e outras pragas.

Recentemente, a Ihara também lançou o SEIV, fungicida desenvolvido com tecnologia própria para o controle da mancha-alvo. Segundo a empresa, o produto permite máximo controle da doença e pode elevar a produtividade em até quatro sacas por hectare.

Custos de produção e busca por eficiência

De acordo com Scapini, o produtor rural tem ampliado o investimento em tecnologia como resposta às margens cada vez mais apertadas. Atualmente, cerca de 20% dos recursos vão para fungicidas, 25% para inseticidas, 20% para herbicidas e 7% para tratamento de sementes, além de outros custos de manejo.

No custo total de produção, os fertilizantes representam aproximadamente 25%, enquanto os defensivos somam 15% e as sementes ficam entre 7% e 8%. Para alcançar o ponto de equilíbrio, o produtor precisa colher cerca de 55 sacas de soja por hectare ao adotar um pacote tecnológico completo.

Nesse contexto, o investimento em manejo adequado deixou de ser opção e passou a ser necessidade. “Novos patamares de produtividade exigem capricho e planejamento”, destacou o gerente.

Manejo de plantas daninhas e resistência

O manejo de plantas daninhas se consolidou como um dos maiores desafios da agricultura moderna. A resistência ao glifosato acelerou o uso de herbicidas pré-emergentes, especialmente no Sul do País. Espécies como caruru, buva e capim-pé-de-galinha ganharam espaço com as condições climáticas favoráveis.

Diante desse cenário, o herbicida Yamato SC ganhou importância no manejo da resistência. O produto oferece maior período de controle, alta seletividade e segurança para o agricultor iniciar a lavoura no limpo.

Enquanto isso, a evolução genética também transformou o campo. Se antes uma mesma genética atendia grandes regiões, hoje a escolha ocorre por propriedade. Assim, o produtor alia genética, seletividade e tecnologia para alcançar maior eficiência.

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Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

Doenças e controle de pragas

Entre as doenças da soja, a ferrugem asiática segue como a principal preocupação. Dados da Aprosoja indicam que a doença pode comprometer até 90% da produção. Na última safra, o Brasil registrou mais de 240 focos, o maior número já observado.

Para enfrentar esse desafio, a Ihara destaca os fungicidas Sugoy e Fusão. O Sugoy reúne uma mistura tripla com ação contra ferrugem, mancha-alvo, antracnose e outras doenças. Dessa forma, o produtor não precisa adicionar outros produtos ao manejo. Já o Fusão combina alta performance com baixo investimento, o que o torna indispensável na rotina do campo.

No controle de insetos, o Zeus se consolidou como referência no manejo de percevejos. Segundo dados apresentados, apenas um percevejo por metro quadrado pode gerar prejuízos superiores a R$ 11 mil em uma área de 100 hectares. “Não é promessa, é resultado de campo”, reforçou Scapini.

Com foco em inovação contínua, tecnologia japonesa e soluções adaptadas à realidade brasileira, a Ihara projeta um novo ciclo de crescimento no País. A estratégia prioriza eficiência no manejo, controle preciso de pragas e doenças e aumento da rentabilidade. “É o detalhe que faz a diferença dentro do manejo produtivo”, concluiu o gerente.

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