Resumo da notícia
- A USP alcançou a 14ª posição mundial em Ciências Agrárias no NTU Ranking 2026, destacando-se como referência global em pesquisa agrícola, sustentabilidade e inovação no agronegócio.
- No ranking geral, a USP ficou em 55º lugar, liderando entre as universidades brasileiras e mostrando avanço em produção científica e impacto acadêmico.
- O NTU avalia excelência, impacto e produtividade das pesquisas, considerando citações e publicações em periódicos renomados, evidenciando a relevância da ciência brasileira no cenário internacional.
A Universidade de São Paulo (USP) conquistou uma posição de destaque mundial em uma área diretamente ligada ao agronegócio. A instituição aparece como a 14ª melhor do planeta em Ciências Agrárias no NTU Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities 2026.
O resultado coloca a universidade brasileira entre as principais referências internacionais em pesquisa agrícola. Além disso, reforça a presença da ciência produzida no País em áreas relacionadas à agricultura, pecuária, sustentabilidade e inovação.
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Na classificação geral do NTU, a USP ficou na 55ª posição mundial, avançando uma colocação em relação a 2025. Entre as universidades brasileiras, ocupa o primeiro lugar.
Ciências Agrárias colocam USP no Top 15
O desempenho em Ciências Agrárias chama atenção porque coloca a USP no Top 15 mundial da área. A posição ajuda a dimensionar a relevância internacional da pesquisa agrícola desenvolvida no Brasil.
O ranking elaborado pela Universidade Nacional de Taiwan concentra a avaliação na produção científica das instituições. Portanto, considera indicadores que permitem medir tanto a quantidade quanto a influência das pesquisas publicadas.
Três aspectos têm peso na nota final: excelência das pesquisas, com 40%; impacto, com 35%; e produtividade, com 25%.
Além disso, a metodologia considera a frequência com que os estudos são citados e a quantidade de artigos publicados em periódicos científicos de destaque. A análise acompanha tanto a produção recente quanto o desempenho acumulado ao longo dos anos.
Ranking das universidades brasileiras no NTU 2026
A USP aparece com ampla vantagem entre as instituições brasileiras classificadas. A Unicamp, segunda colocada no País, ocupa a 358ª posição mundial.
| Brasil | Universidade | Mundo |
|---|---|---|
| 1º | Universidade de São Paulo (USP) | 55º |
| 2º | Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) | 358º |
| 3º | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) | 382º |
| 4º | Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | 435º |
| 5º | Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) | 453º |
USP também avança em produção científica
O bom desempenho não aparece apenas na classificação de Taiwan. No Academic Ranking of World Universities (ARWU) 2026, conhecido como Ranking de Xangai, a USP permaneceu como a universidade mais bem colocada do Brasil.
A instituição ficou na faixa entre as 101ª e 150ª melhores universidades do mundo. O levantamento avalia mais de 2,5 mil instituições e utiliza indicadores relacionados principalmente à produção científica.
Entre os critérios estão pesquisadores e ex-alunos vencedores de Prêmios Nobel e Medalhas Fields, pesquisadores altamente citados, artigos publicados nas revistas Nature e Science e trabalhos indexados em bases científicas internacionais.
Um indicador, entretanto, chama atenção. A USP alcançou a 30ª posição mundial em volume de publicações científicas indexadas.
Ciência produzida pode chegar ao campo

Pesquisas envolvendo produtividade, genética, solos, nutrição animal, sustentabilidade, novas tecnologias e sistemas de produção, por exemplo, ajudam no desenvolvimento de soluções aplicadas ao campo.
Em entrevista ao Jornal da USP, o reitor da Universidade de São Paulo, Aluisio Augusto Cotrim Segurado, destacou a relação entre produção acadêmica e demandas da sociedade.
“O resultado das avaliações reforça a relevância da produção acadêmica, cujo conhecimento gerado se converte em ciência de melhor qualidade e na formulação de políticas públicas voltadas às necessidades da sociedade e do País”, afirmou.
De acordo com Segurado, o desempenho também demonstra a capacidade da universidade de reunir diferentes frentes de atuação.
“O desempenho da USP evidencia também a força de uma universidade que articula ensino, pesquisa e extensão, forma profissionais e participa de redes nacionais e internacionais de colaboração científica, produzindo conhecimento de impacto e respondendo aos desafios da sociedade contemporânea”, disse.
Ranking não mostra toda a universidade
Apesar dos resultados, o reitor faz uma ressalva sobre a interpretação das classificações internacionais. Para ele, os rankings são ferramentas importantes, mas não conseguem representar todas as dimensões de uma universidade pública.
“Devemos pontuar, entretanto, que os rankings são instrumentos importantes para acompanhar tendências e identificar oportunidades de aprimoramento, mas não traduzem, isoladamente, a complexidade de uma universidade pública”, afirmou.
Assim, para o setor agropecuário, a 14ª posição mundial em Ciências Agrárias é um dos números de maior destaque. O resultado coloca a pesquisa brasileira entre as referências internacionais justamente em uma área estratégica para o País.