Destino arqueológico recebe turistas em busca de história, natureza e experiências únicas
Foto: Thiago Amaral/Secom PI

O Parque Nacional Serra da Capivara recebeu 44.972 visitantes entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados oficiais. O número confirma o parque como um dos principais destinos de turismo cultural e científico do Brasil, com fluxo estável durante todo o ano. O pico ocorreu em julho, quando 7.853 pessoas visitaram o local, impulsionadas pelas férias escolares e pelo aumento no turismo regional no sudeste do Piauí.

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Inscrições rupestres. Foto: Francisco Gilásio/Secom PI

Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, o parque abriga centenas de sítios arqueológicos que comprovam a presença humana nas Américas há mais de 25 mil anos. A alta procura reforça tanto a relevância científica do território quanto a necessidade de manter a visitação organizada e alinhada às normas de preservação ambiental.

Para a gestora da unidade, Marrian Rodrigues, os números demonstram o resultado do trabalho contínuo de conservação e educação ambiental. “O aumento do fluxo mostra o interesse crescente pelo patrimônio da Serra da Capivara e destaca o papel dos condutores na mediação e na preservação. O parque mantém o compromisso de oferecer uma visitação gratuita, segura e responsável”, afirmou.

Como é a visita à Serra da Capivara

Os roteiros mais procurados começam pela manhã, por volta das 7h30. O percurso inclui os circuitos do Desfiladeiro da Capivara, Serra Talhada e os Museus da Natureza e do Homem Americano. No Desfiladeiro, os turistas visitam locais emblemáticos como o Mirante da 020, Toca do Pajaú, Toca do Barro, Inferno, Toca da Entrada do Baixão da Vaca e Toca do Paraguaio.

Após o almoço em comunidades do entorno, o passeio segue para o Circuito Boqueirão da Pedra Furada, onde está o icônico paredão com inscrições rupestres e o monumento geológico mais famoso do parque, a Pedra Furada. O roteiro termina nos museus locais, após cerca de 95 quilômetros percorridos, intercalando trechos de veículo e caminhadas.

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O parque permite a visitação às áreas apenas com condutores credenciados pelo ICMBio, que protegem os sítios arqueológicos e orientam os grupos conforme o perfil de cada visitante. O Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo, reúne esses profissionais. As associações locais definem as tarifas do serviço com base em taxas diárias de condução.