Cooperativismo e beneficiamento fortalecem a agricultura familiar e ampliam oportunidades de mercado na Bahia
morangos
Foto: Divulgação

A Chapada Diamantina, na Bahia, amplia sua atuação na fruticultura com o cultivo de morango, amora, framboesa e mirtilo. Embora seja conhecida pelos cafés especiais, a região também diversifica suas atividades agrícolas e abre novas oportunidades para produtores de municípios como Barra da Estiva, Mucugê e Ibicoara.

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Nesse cenário de diversificação, a Cooperativa dos Produtores Rurais da Chapada Diamantina (Coopchapada), sediada em Mucugê, atua no beneficiamento e na comercialização de frutas vermelhas e tropicais. Com essa estrutura, a cooperativa prepara os produtos para a distribuição e cria melhores condições para atender aos compradores.

Produção e estrutura avançam

De acordo com informações da Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia, a produção de morango vinculada à Coopchapada passou de 300 toneladas em 2024 para mais de 350 toneladas em 2025. Além do aumento da produção, o número de cooperados subiu de 50 para 80 após a inauguração da unidade de beneficiamento, em agosto de 2025.

Para dar suporte a esse crescimento, a unidade conta com câmaras frigoríficas, lavadora automática, máquina para limpeza de morangos, balanças, empilhadeira e caminhão-baú. Além desses equipamentos, o espaço dispõe de sistema de energia solar e gerador.

Na prática, esses recursos ajudam a organizar as etapas de processamento e conservação das frutas. Ao mesmo tempo, a cooperativa trabalha com diferentes produtos, como amora, framboesa, mirtilo e maracujá, além do morango. Dessa maneira, amplia a variedade de itens que pode oferecer ao mercado.

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A implantação dessa estrutura contou com o apoio do Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural. Paralelamente aos investimentos em infraestrutura, a iniciativa envolve assistência técnica e ações de apoio à organização dos agricultores.

O presidente da Coopchapada, Cristiano Rocha, destaca a contribuição das políticas públicas para o desenvolvimento da atividade.

“As políticas públicas contribuem por meio da assistência técnica, do acesso a investimentos, do fortalecimento do cooperativismo e da criação de condições para melhorar a produção, a logística e a comercialização. Na prática, esse apoio ajuda os agricultores a aperfeiçoarem seus processos produtivos, elevarem o padrão de qualidade dos produtos e ampliarem as possibilidades de venda. Isso repercute na renda das famílias, na permanência e na geração de trabalho no campo e na movimentação da economia local”, explica.

Cooperativismo busca ampliar mercados

Com a estrutura de beneficiamento em funcionamento, a Coopchapada busca fortalecer a comercialização e atender às exigências dos compradores. Para alcançar esse objetivo, precisa manter a qualidade dos produtos, organizar a oferta e garantir regularidade nas entregas.

Nesse sentido, o trabalho coletivo ajuda os agricultores a coordenar a produção e a buscar oportunidades comerciais. Além de facilitar a organização da oferta, o cooperativismo pode ampliar o acesso a mercados que exigem padrões de qualidade e fornecimento contínuo.

Ainda assim, consolidar essa cadeia produtiva exige planejamento e articulação entre os produtores, a cooperativa e as instituições parceiras. Por isso, a ampliação das vendas depende não apenas da capacidade de produzir, mas também de atender às necessidades dos compradores.

Rocha destaca que a cooperativa pretende fortalecer a identidade regional e ampliar sua presença no mercado.

“Nosso objetivo é construir uma cadeia produtiva com identidade regional, qualidade, regularidade de fornecimento e capacidade de atender às exigências dos mercados. É esse conjunto de fatores que pode fortalecer o reconhecimento da Chapada Diamantina como território de produção de frutas vermelhas”, finaliza.

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Com esses avanços, a produção de frutas vermelhas na Chapada Diamantina ganha espaço como alternativa de diversificação agrícola na Bahia. A continuidade desse trabalho, contudo, dependerá da capacidade de manter a qualidade, organizar a comercialização e transformar o crescimento produtivo em oportunidades duradouras para as famílias rurais.