Resumo da notícia
- O agronegócio brasileiro em 2025 registrou crescimento nas exportações de milho, soja e farelo de soja, impulsionado por uma logística portuária em transformação, especialmente nos terminais do Arco Norte e Paranaguá.
- Importação de fertilizantes atingiu recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas, refletindo a confiança dos produtores na expansão da área plantada e maior produtividade, com destaque para Mato Grosso, Paraná e São Paulo.
- O mercado de fretes rodoviários fechou o ano estável, com ajustes regionais pontuais; a tendência para 2026 é de equilíbrio e possível alta nos preços a partir de fevereiro, acompanhando a colheita da soja e aumento do escoamento.
O agronegócio brasileiro fechou 2025 com números robustos que reforçam sua capacidade de crescimento. A importação de fertilizantes atingiu um novo recorde histórico, enquanto as exportações de milho, soja e farelo de soja também cresceram, impulsionadas por uma logística portuária em reconfiguração. Os dados constam do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (26).
As importações totais de fertilizantes somaram 45,5 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 2,68% (1,22 milhão de toneladas) sobre os 44,28 milhões de toneladas de 2024. O volume recorde sinaliza a confiança do produtor rural no aumento da área plantada e na busca por maior produtividade. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo nacional.
Os terminais do Arco Norte consolidaram sua importância, movimentando 8,27 milhões de toneladas – alta significativa frente às 7,5 milhões de 2024. O Porto de Paranaguá (PR) manteve a liderança como principal porta de entrada, com 10,89 milhões de toneladas. Já o complexo de Santos (SP) registrou 8,42 milhões de toneladas, uma leve retração em relação ao ano anterior.
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Exportações em expansão
A venda externa de milho, soja em grão e farelo de soja totalizou 172,3 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 6,21% (10,7 milhões de toneladas) ante 2024. A logística de exportação apresentou mudanças relevantes:
- Milho: as exportações atingiram 40,9 milhões de toneladas. Paranaguá ampliou expressivamente sua participação, saltando de 3,1% para 12,3% do total embarcado.
- Soja em grão: o país exportou 108,1 milhões de toneladas. Os portos do Arco Norte e de Santos aumentaram sua fatia no escoamento.
- Farelo de soja: as vendas chegaram a 23,3 milhões de toneladas, com Santos, Paranaguá e Rio Grande como os principais pontos de saída.
Os estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul foram as principais origens da carga para o mercado externo.
Cenário dos fretes rodoviários
Em dezembro, o mercado de fretes manteve predominância de estabilidade, com ajustes pontuais conforme a demanda regional. A menor movimentação de fim de ano e a oferta adequada de caminhões contiveram pressões generalizadas por alta.
Destaques regionais incluíram leve alta no Distrito Federal, influenciada pelo custo do diesel, e forte retração no Piauí. Em Mato Grosso, os preços permaneceram elevados, sustentados por estoques altos e expectativa de colheita recorde de soja.
Para o início de 2026, a Conab projeta equilíbrio no curto prazo, com tendência de gradual aquecimento e possível alta nas cotações a partir de fevereiro, acompanhando o pico da colheita da soja e a intensificação do escoamento.









