Fundo estadual já destinou R$ 10 milhões a produtores do Vale do Ribeira após alagamentos; rede de 230 estações meteorológicas orienta decisões no campo
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Preparo do agro para enfrentar o El Ninõ em São Paulo. Foto: Divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento-SP

O Governo de São Paulo ampliou um conjunto de ações para reduzir os impactos do El Niño sobre a agropecuária paulista. As medidas incluem crédito emergencial, subsídio ao seguro rural, capacitação de produtores e monitoramento meteorológico em 230 estações espalhadas pelo estado. 

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A estrutura faz parte do Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (Pearc) e da Operação SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027, que substitui a tradicional Operação Chuvas. O plano reúne mais de 50 órgãos estaduais e prevê 181 ações prioritárias em diferentes estágios de implementação.

“Quando juntamos nossas ações, ampliamos nossa capacidade de resposta. As emergências climáticas não esperam, e o Estado precisa estar preparado para dar suporte rápido e reduzir as perdas na agricultura”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Crédito emergencial e seguro rural

O principal apoio financeiro vem do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). Desde 2023, o fundo apoiou mais de 40 mil produtores, com R$ 1,2 bilhão em recursos destinados a financiamentos e subvenções.

Entre os investimentos financiados estão a compra de tratores e implementos, adoção de tecnologia, energias renováveis e estruturas nas propriedades. Diante de eventos extremos, o FEAP também libera crédito emergencial para produtores afetados.

Essa linha foi acionada no Vale do Ribeira após fortes chuvas que  causaram alagamentos em setembro. Além de outras medidas, o governo disponibilizou R$ 10 milhões por meio do fundo para atender produtores da região.

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Ademais, o fundo também financia ações de adaptação, como o Irriga+SP, que busca a ampliação da área irrigada, além de projetos de geração fotovoltaica, agroecologia e conservação de solo e água. Segundo o governo, essas iniciativas estimulam o uso mais eficiente dos recursos naturais e preparam as propriedades para períodos de seca ou excesso de chuva.

Outra frente é a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Onde o estado, destinou R$ 390 milhões para reduzir parte do custo das apólices agrícolas, que protegem a renda do produtor em caso de perdas causadas por eventos climáticos ou outros riscos previstos em contrato.

Equipamentos e treinamento no campo

Nesse caso, a preparação também envolve capacitação e equipamentos para resposta rápida. Em 2026, cerca de 3,4 mil agentes de Defesa Civil, brigadistas e técnicos participaram das Oficinas Preparatórias para a Operação SP Sem Fogo.

“Prevenção no campo só funciona quando Estado, prefeituras e produtores atuam juntos. Quando capacitamos as equipes locais e levamos informação aos produtores, criamos uma rede para proteger as propriedades e garantir a produção”, afirma Melo Filho.

Pelo programa Agro SP + Seguro, o estado entregou 102 kits de combate a incêndios, compostos por trator, roçadeira, tanque-pipa, carreta e sopradores. Também foram disponibilizados 25 caminhões-pipa. Os investimentos diretos somam mais de R$ 17,8 milhões.

Produtores de 11 assentamentos administrados pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) receberam treinamento preventivo da Defesa Civil em 2026. Além disso, foram distribuídos mais de 2,1 mil itens do Kit Estiagem, voltados ao fortalecimento de brigadas comunitárias durante os períodos de seca na região.

Monitoramento orienta decisões no campo

O Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), vinculado ao Instituto Agronômico (IAC), integra dados de 230 estações meteorológicas distribuídas pelo estado. Os equipamentos acompanham temperatura, umidade relativa do ar, volume de chuva e umidade do solo.

Assim, essas informações orientam decisões sobre plantio, colheita, irrigação e manejo de culturas. Elas também ajudam a identificar a possibilidade de eventos extremos antes que os prejuízos se tornem maiores.

O Ciiagro compartilha os dados com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a Defesa Civil. Portanto, com essa integração, produtores e órgãos públicos podem receber alertas com mais antecedência e adotar medidas preventivas.

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