Processamento de grãos fortalece biocombustíveis, alimentação animal e pecuária e agrega valor à produção goiana
Foto: Reprodução/Bayer

A expansão do processamento de grãos pode aumentar a geração de valor e fortalecer cadeias produtivas em Goiás. O tema foi discutido na abertura da 7ª DATAGRO Abertura de Safra – Soja, Milho e Algodão, realizada na quinta-feira (20/8), no World Trade Center, em Goiânia.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

André Rocha, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e do Sifaeg/Sifaçúcar, afirmou que a integração entre produtores, cooperativas e indústria cria novas oportunidades para a economia do Estado.

Segundo ele, a indústria transforma matérias-primas agrícolas em produtos de maior valor agregado. O avanço da produção de etanol de milho é um dos principais exemplos desse processo.

Além do biocombustível, as usinas produzem DDG (grãos secos de destilaria), utilizado na alimentação animal. Para Rocha, o insumo pode reforçar a pecuária goiana, que tem um dos maiores rebanhos bovinos do país e ocupa a segunda posição entre os estados em confinamento.

“Junto com esse etanol vai vir o DDG. Goiás hoje tem um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, o segundo maior Estado em confinamento. Nós vamos não só aumentar isso, mas aumentar também as oportunidades para a nossa pecuária”, afirmou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Mais valor dentro do Estado

Plínio Nastari, presidente da DATAGRO, também destacou o potencial da industrialização dos grãos para ampliar o valor gerado ao produtor rural.

Além do etanol de milho, ele citou os impactos sobre segmentos como biodiesel, fertilizantes e produção de proteína animal. Com isso, a soja e o milho passam a abastecer diferentes cadeias dentro de Goiás.

Investimentos dependem de articulação

A programação também abordou fatores que influenciam a produção e os investimentos no agronegócio. Entre eles estão:

  • mercado futuro

  • seguro rural

  • tributação

  • logística

  • comércio exterior

  • mudanças climáticas

  • políticas públicas

  • competitividade

Os debates reforçaram a necessidade de articulação entre produtores, cooperativas, indústria e poder público para enfrentar os desafios do setor e ampliar a capacidade de investimento.

Lideranças participam do evento

O encontro reuniu representantes das cadeias de soja, milho e algodão. Participaram o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, representando o governador Daniel Vilela; o presidente da Aprosoja-GO, Clodoaldo Calegari; o presidente da Agopa, Aroldo Rodrigues da Cunha; além de representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e do setor industrial.

Para Rocha, a aproximação entre campo e indústria ajuda Goiás a aproveitar melhor suas vocações produtivas.

“É graças a esse trabalho conjunto que nós estamos, dia a dia, construindo um Goiás melhor”, afirmou.