Resumo da notícia
- O agronegócio foi responsável por um superávit de US$ 4,21 bilhões em Goiás no primeiro semestre de 2026, com soja e carne bovina impulsionando exportações que totalizaram US$ 7,06 bilhões.
- Goiás ocupou a 8ª posição em exportações no Brasil, com soja representando 43,07% das vendas externas, enquanto carne bovina desossada congelada cresceu 29,5%, destacando a força do setor agropecuário.
- Municípios ligados ao agronegócio, como Rio Verde, Jataí e Mozarlândia, lideraram as exportações estaduais, evidenciando a concentração territorial da produção e o papel central do setor na economia local.
O agronegócio manteve papel central no comércio exterior de Goiás no primeiro semestre de 2026. Impulsionado pela soja e pela carne bovina, o estado registrou superávit comercial de US$ 4,21 bilhões. Entre janeiro e junho, Goiás exportou US$ 7,06 bilhões, alta de 4,47% sobre o mesmo período de 2025.
As importações somaram US$ 2,85 bilhões, crescimento de 5,72%. Assim, a corrente comercial superou US$ 9,9 bilhões. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) produziu os dados, analisados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg. O levantamento aponta alta de 4,83% na movimentação total do comércio exterior goiano.
Goiás ocupa oitava posição nas exportações
Goiás ocupou a oitava posição entre os estados brasileiros em volume de exportações. As vendas externas goianas representaram 3,82% do total exportado pelo Brasil no período. Nas importações, Goiás ficou na 11ª posição, com participação de 2% no total nacional.
Soja lidera pauta exportadora de Goiás
A soja em grão continuou como principal produto da pauta exportadora de Goiás. O produto respondeu por 43,07% de todas as vendas externas realizadas pelo estado no semestre. A participação, porém, ficou abaixo dos 49,35% registrados no mesmo período de 2025. Ainda assim, a soja manteve posição central no resultado da balança comercial goiana.
A força do agronegócio também aparece nas exportações de carne bovina. As vendas de carne bovina desossada congelada cresceram 29,50% e alcançaram US$ 943,9 milhões. O resultado reforça a importância da cadeia pecuária entre os principais segmentos exportadores de Goiás.
Além disso, outros produtos ampliaram sua participação na pauta estadual. Os concentrados de cobre registraram crescimento de 113,85% e movimentaram US$ 376,4 milhões no semestre. Mesmo assim, o complexo agropecuário continua como principal sustentação das exportações goianas.
Municípios do agro lideram exportações
A concentração das vendas externas em municípios ligados à agropecuária também evidencia a força do setor. Rio Verde liderou o ranking estadual de exportações, com US$ 1,886 bilhão. O município respondeu por 26,72% de todas as vendas de Goiás ao mercado internacional no primeiro semestre.
Jataí ocupou a segunda posição, com US$ 596,3 milhões em exportações. Na sequência, Mozarlândia registrou US$ 393,1 milhões em vendas externas. O município apresentou crescimento de 34,13% em relação ao primeiro semestre de 2025.
Os três municípios possuem forte relação com cadeias do agronegócio e sustentam parte das exportações goianas. A produção agropecuária movimenta diferentes regiões de Goiás por meio das commodities agrícolas e proteínas animais. Além disso, a liderança de Rio Verde, Jataí e Mozarlândia reforça essa distribuição territorial.
China amplia compras de produtos goianos
A China permaneceu como principal parceiro comercial de Goiás no primeiro semestre. As exportações destinadas ao país asiático somaram US$ 770,8 milhões, alta de 40,64% sobre 2025. O mercado chinês respondeu por 10,92% de todas as vendas externas realizadas pelo estado.
A relação ganha importância diante da concentração da pauta goiana em produtos agropecuários e commodities. O crescimento das compras chinesas contribuiu para o resultado positivo das exportações no semestre. Ao mesmo tempo, o relatório do CIN aponta elevada dependência desse mercado.
A China também liderou as importações realizadas por Goiás no período. O país respondeu por 27,08% de tudo que o estado comprou no exterior. As importações chinesas também registraram crescimento superior a 40%.
Junho registra maior crescimento no semestre
Junho apresentou o maior crescimento do comércio exterior goiano durante o primeiro semestre. As exportações avançaram 15,87%, enquanto as importações cresceram 29,29%. Segundo o CIN, as compras envolveram máquinas, equipamentos, insumos industriais e produtos químicos.
Março apresentou o movimento oposto e concentrou as maiores retrações do período. As importações caíram 10,50%, enquanto as exportações recuaram 15,15%. A queda nas vendas externas refletiu, entre outros fatores, a sazonalidade das exportações do complexo da soja. As oscilações nos embarques de commodities minerais também influenciaram o resultado.
Assim, o calendário de produção e comercialização do agronegócio influencia o desempenho mensal da balança comercial. Mesmo com oscilações, Goiás encerrou o semestre com crescimento das exportações e superávit superior a US$ 4 bilhões. A soja e a carne bovina tiveram papel determinante nesse resultado.
Goiás mantém superávit em julho
Em julho, Goiás manteve saldo positivo no comércio exterior, com superávit de US$ 769,2 milhões. As exportações somaram US$ 1,4 bilhão, alta de 4,6% sobre julho de 2025. As importações alcançaram US$ 596,7 milhões, enquanto a corrente comercial chegou a US$ 2 bilhões.
Com esse resultado, Goiás manteve a oitava posição nacional em exportações no mês. As vendas externas do estado representaram 4,3% do total brasileiro. Apesar do avanço das exportações, o superávit ficou abaixo dos resultados registrados em julho de 2023, 2024 e 2025.
A China também permaneceu como principal parceiro comercial de Goiás em julho. O resultado prolonga uma relação relevante para o agronegócio e para a economia estadual. A pauta exportadora goiana continua sustentada pela produção agropecuária. Enquanto isso, novos produtos buscam ampliar sua participação no comércio exterior do estado.