Levantamento internacional amplia estimativa do rebanho e contrasta com dados anteriores
Foto: Reprodução/ Cláudio Maranhão

Um novo levantamento internacional trouxe uma reviravolta no debate sobre a população de jumentos no Brasil.

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Dados da World Population Review indicam que o país possui mais de 730 mil animais em 2026. O número supera, em larga escala, estimativas divulgadas anteriormente e amplia a discussão sobre o futuro da espécie.

Número maior muda cenário do debate

A nova estimativa se baseia em dados da FAO e projeta um rebanho significativamente maior do que o apontado por algumas organizações.
Esse dado ganha relevância porque o Brasil não atualiza oficialmente o número de asininos desde o Censo Agropecuário de 2017, realizado pelo IBGE.

Dessa forma, a ausência de informações recentes abre espaço para divergências e dificulta a formulação de políticas públicas mais precisas.

Redução histórica ainda preocupa

Apesar do número atual mais elevado, especialistas apontam uma tendência de queda ao longo das últimas décadas.

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Isso ocorre, principalmente, pela perda da função econômica dos jumentos no campo. Com a mecanização das atividades rurais, muitos animais deixaram de ser utilizados e, em muitos casos, foram abandonados.

Além disso, essa mudança impacta diretamente o controle populacional, já que parte desses animais deixa de entrar nos registros oficiais.

Abate divide especialistas

Enquanto os números reacendem o debate, outra questão segue no centro das discussões: o abate de jumentos.
Nos últimos meses, especialistas e entidades passaram a questionar decisões judiciais que permitem o abate da espécie, principalmente para exportação de subprodutos.

Por um lado, defensores argumentam que a atividade pode gerar renda e estruturar uma cadeia produtiva. Por outro, pesquisadores alertam para o risco de redução acelerada da população, especialmente sem controle rigoroso.

Mobilização tenta evitar perda da espécie

Diante desse cenário, pesquisadores, produtores e organizações se mobilizam para evitar impactos mais graves.

Estudos indicam que, sem planejamento e controle, o Brasil pode enfrentar uma queda significativa no número de animais. Por isso, cresce a pressão por regras mais claras e por monitoramento contínuo da população.

Além disso, especialistas defendem políticas que equilibrem conservação e uso econômico.

Potencial produtivo ainda pouco explorado

Ao mesmo tempo, o setor começa a olhar para novas possibilidades.

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Pesquisas apontam que os jumentos podem gerar leite, carne e outros produtos com valor agregado. Esse potencial abre espaço para a construção de uma cadeia produtiva estruturada.

No Nordeste, por exemplo, as condições climáticas favorecem a criação da espécie. Os animais apresentam alta resistência e conseguem aproveitar melhor recursos naturais de baixa qualidade nutricional.

Futuro depende de organização

Diante desse cenário, o futuro da espécie no Brasil depende menos de disputas e mais de planejamento.

Especialistas destacam a necessidade de integrar pesquisa, setor produtivo e poder público. Além disso, a atualização constante dos dados aparece como fator essencial para orientar decisões.

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Assim, o debate sobre os jumentos no Brasil avança para além dos números e passa a envolver sustentabilidade, economia e preservação da espécie.