Resumo da notícia
- Filhote de anta com cerca de 15 dias foi resgatada com fratura na pata traseira em Teodoro Sampaio (SP) e recebeu atendimento veterinário na Associação Protetora dos Animais Silvestres de Assis.
- A anta-brasileira, maior mamífero terrestre do país, é fundamental para a dispersão de sementes e manutenção da floresta, ganhando o apelido de “jardineira da floresta”.
- Espécie vulnerável devido à reprodução lenta, a anta está incluída no Plano de Ação Nacional para conservação entre 2026 e 2031, visando a proteção e recuperação das populações.
Uma filhote de anta com aproximadamente 15 dias de vida foi resgatada com uma fratura em uma das patas traseiras no interior de São Paulo.
O animal foi encontrado nas proximidades do distrito de Planalto do Sul, em Teodoro Sampaio, no trecho entre as rodovias vicinais SPV-031 e SPV-035.
O gestor do Parque Estadual do Morro do Diabo levou a filhote até a sede da Polícia Ambiental do município. Devido ao ferimento, ela precisou ser encaminhada para atendimento veterinário especializado.
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Filhote foi levado para atendimento em Assis
Após passar pela Polícia Ambiental, a anta foi transferida para a Associação Protetora dos Animais Silvestres de Assis (Apass).
No local, uma equipe veterinária realizou os primeiros atendimentos e iniciou o tratamento da fratura.

A filhote permanecerá sob cuidados até apresentar condições de sobreviver novamente no ambiente natural. Depois da reabilitação, a previsão é que ela seja devolvida ao seu habitat.
No entanto, a causa da fratura não foi divulgada pelas autoridades.
Anta é o maior mamífero terrestre do Brasil
A anta-brasileira (Tapirus terrestris) é considerada o maior mamífero terrestre do país. Na fase adulta, o animal pode atingir cerca de 300 quilos.
Apesar do tamanho, a espécie se alimenta principalmente de folhas, brotos, frutos e outras partes de plantas. Ao percorrer grandes áreas e eliminar as sementes consumidas, ajuda a espalhar diferentes espécies vegetais.
Essa função fez a anta ganhar o apelido de “jardineira da floresta”. Sua presença contribui para a renovação da vegetação e para a manutenção dos ambientes onde vive.

Reprodução lenta aumenta vulnerabilidade
O resgate de um filhote também chama atenção pelo ritmo de reprodução da espécie. A gestação da anta dura aproximadamente 13 meses e, normalmente, nasce apenas um filhote por vez.
Esse ciclo lento dificulta a recuperação das populações quando muitos animais são perdidos. Por isso, a anta está classificada como vulnerável na lista nacional de espécies ameaçadas.
O ICMBio incluiu o animal no novo ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ungulados, com vigência entre 2026 e 2031. O programa prevê medidas para manter e recuperar populações e reduzir as ameaças à espécie.