Resumo da notícia
- Enchentes causadas pelo tufão Maysak em Hengzhou, China, liberaram cerca de 900 cobras, aumentando o risco para moradores, com pelo menos uma morte por picada registrada.
- Um zoológico inundado em Guigang teve fuga de animais como crocodilos e zebras, enquanto três leões morreram afogados durante a tempestade.
- Autoridades intensificam operações de resgate para capturar serpentes, ampliam estoques de soro antiofídico e se preparam para a chegada do tufão Bavi com novos temporais.
As enchentes provocadas pela passagem do tufão Maysak deixaram cerca de 900 cobras à solta em Hengzhou, no sul da China, aumentando o risco para a população. Enquanto equipes de resgate ainda trabalham para minimizar os danos causados pelas chuvas, o país também se prepara para a chegada do tufão Bavi, que deve atingir parte do território chinês com novos temporais. O cenário combina perdas humanas, destruição de infraestrutura e uma ameaça adicional provocada pela fuga de animais de criadouros e de um zoológico inundado.
Até o momento, as autoridades confirmaram pelo menos 39 mortes e nove desaparecidos em decorrência da passagem do tufão Maysak.
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Enchentes provocam fuga de centenas de cobras
As fortes chuvas inundaram fazendas especializadas na criação comercial de serpentes, permitindo que aproximadamente 900 cobras escapassem. Como consequência, moradores passaram a conviver com o risco de encontrar os animais em ruas, residências e áreas alagadas.
Além disso, uma mulher morreu após ser picada por uma cobra que, segundo relatos locais, teria fugido de um dos criadouros. De acordo com testemunhas, o socorro demorou para chegar porque as enchentes bloquearam estradas e dificultaram o acesso das equipes de emergência.
🚨 Breaking News
— Rosie Bella (@chronicalguy) July 10, 2026
Severe flooding in Hengzhou, Guangxi, China destroyed a snake breeding farm, releasing 800–900 snakes, including venomous cobras, into nearby villages.
Rescue teams are racing to capture the escaped snakes as authorities urge residents to stay away from… pic.twitter.com/2uoEd1uAHR
Zoológico também registrou fuga de animais
Ao mesmo tempo, um zoológico particular localizado em Guigang sofreu com a inundação e registrou a fuga de diversos animais. Entre eles estavam crocodilos, zebras, burros, avestruzes, cavalos miniatura e guaxinins, que podem apresentar comportamento agressivo devido ao estresse causado pelo desastre.
Durante a enchente, três leões morreram afogados. Ainda assim, funcionários conseguiram impedir que outros predadores escapassem. Segundo a proprietária do zoológico, Yin Feifei, a equipe arriscou a própria vida para manter as jaulas fechadas e evitar novos riscos à população.
Hengzhou reúne milhares de criadouros de serpentes
Embora seja conhecida como a capital chinesa do jasmim, Hengzhou também concentra uma importante atividade ligada à criação comercial de cobras. Em 2020, a região de Guangxi reunia cerca de 20 milhões de serpentes distribuídas em mais de 14 mil criadouros, destinados principalmente aos setores farmacêutico e alimentício.
Entre as espécies mais comuns estão as cobras-rato, que não possuem veneno, e as cobras-rei, cuja picada pode ser fatal para seres humanos. Por isso, as autoridades reforçaram os alertas para evitar novos acidentes.
Equipes intensificam operações de resgate
Enquanto isso, equipes especializadas seguem capturando serpentes escondidas em casas, terrenos e áreas atingidas pelas enchentes. Segundo o caçador civil Zhu, seu grupo recolheu entre 2 mil e 3 mil cobras em apenas dois dias de trabalho. Conforme relatou, praticamente todos os animais encontrados na área atendida pela equipe foram removidos.
Além das buscas, hospitais ampliaram os estoques de soro antiofídico. Da mesma forma, o governo orientou os moradores a evitarem deslocamentos durante a noite e recomendou atenção redobrada em locais com vegetação, onde as serpentes costumam se esconder.
China entra em alerta para a chegada do tufão Bavi
Mesmo com os trabalhos de recuperação em andamento, o Observatório Nacional da China colocou o país em alerta laranja devido à aproximação do tufão Bavi. A previsão indica que o fenômeno deve atingir o leste da China e Taiwan, provocando chuvas intensas e ventos fortes.
Por precaução, cidades iniciaram planos de evacuação e reforçaram os sistemas de emergência. Na província de Zhejiang, cerca de 17 mil pessoas deixaram áreas consideradas de risco. Além disso, Pequim e Tianjin também intensificaram as medidas preventivas diante da previsão de novos temporais.
Governo amplia ajuda às regiões afetadas
Diante da gravidade da situação, o governo chinês enviou aproximadamente 50 mil itens de ajuda humanitária para as províncias de Zhejiang e Fujian. O material inclui camas dobráveis, cobertores e kits de emergência destinados às famílias desalojadas pelas enchentes.
Além do envio de suprimentos, o presidente Xi Jinping determinou prioridade total às ações de resgate, ao atendimento dos feridos e ao reassentamento das pessoas afetadas. Segundo a agência estatal Xinhua, o objetivo é reduzir o número de vítimas e evitar novos desastres decorrentes das fortes chuvas.
Por fim, a sequência de eventos climáticos extremos se agravou com a passagem de um tornado pela província de Hubei. O fenômeno deixou 11 mortos e um desaparecido, além de destruir casas, fábricas e vias públicas, ampliando os desafios enfrentados pelas autoridades chinesas.









