A produção de pêssego perdeu espaço no Paraná ao longo de quase uma década. Entre 2016 e 2025, a área destinada à cultura diminuiu 34,1%, enquanto o volume colhido recuou 38,6%. Os dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram uma redução expressiva da atividade no estado.
O cenário reúne diferentes fatores. Durante esse período, estiagens, geadas tardias e episódios de granizo afetaram os cultivos e dificultaram a manutenção do rendimento das lavouras.
Área cultivada encolhe
A cultura ocupava uma área maior em 2016. Desde então, os espaços destinados aos pomares diminuíram gradualmente, acompanhando a perda de participação da atividade.
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Com isso, o volume obtido nas colheitas também caiu de forma significativa. A retração registrada pelo Deral alcançou 38,6% entre 2016 e 2025.
Clima aumenta os riscos
O cultivo de pêssego exige condições adequadas em diferentes fases do ciclo. Por isso, alterações no regime climático podem afetar o desenvolvimento das plantas e a formação dos frutos.
Nesse período, as estiagens reduziram a disponibilidade de água. Já as geadas tardias aumentaram o risco de perdas quando atingiram os pomares em fases sensíveis.
O granizo também trouxe prejuízos. O fenômeno pode danificar os frutos e comprometer a qualidade da colheita, reduzindo o potencial de comercialização.
Queda supera redução da área
A retração do volume colhido foi superior à diminuição da área cultivada. Esse comportamento mostra que a redução dos espaços destinados à cultura não explica, sozinha, a queda observada no período.
Além disso, as condições enfrentadas durante as safras influenciaram o desempenho das lavouras e ampliaram a dificuldade de manter resultados estáveis.
Fruticultura sob pressão
A trajetória do pêssego no Paraná mostra como eventos climáticos podem interferir em culturas permanentes. O manejo de um pomar exige planejamento de longo prazo, já que a atividade depende da continuidade dos ciclos produtivos.
Por isso, a combinação de menor área e condições climáticas adversas aumenta a pressão sobre os agricultores que permanecem na atividade.
A retração registrada entre 2016 e 2025 reforça a necessidade de acompanhar os efeitos do clima sobre a fruticultura. Para quem mantém a cultura, o desafio é preservar a produtividade diante de um cenário cada vez mais sujeito a oscilações.