Mato Grosso enfrenta falta de regularidade nas precipitações, enquanto o excesso de umidade limita as operações no Paraná
Colheita de soja. Foto: Wenderson Araujo/CNA Brasil

Previsão aponta risco de falta de regularidade para áreas de sequeiro no Mato Grosso e de paralisação das máquinas por chuva volumosa no Paraná

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O plantio da soja da safra 2026/27 ocorre em ritmos diferentes no Brasil. No Paraná, a umidade do solo favorece o avanço da semeadura, enquanto a irregularidade das chuvas limita o início dos trabalhos em áreas de sequeiro no Mato Grosso.

“Enquanto a umidade favorece o avanço da semeadura em áreas do Centro-Sul, no Centro-Norte a irregularidade das precipitações mantém a atenção voltada ao estabelecimento das lavouras”, resume a meteorologista da Ampere Consultoria Patrícia Cassoli. 

No Paraná, as chuvas registradas nas últimas semanas melhoraram a umidade do solo e contribuíram para a evolução do plantio. A ocorrência frequente de precipitação, porém, pode reduzir as janelas de trabalho e dificultar a entrada de máquinas nas áreas agrícolas.

No Mato Grosso, a semeadura começou de forma limitada em parte das regiões produtoras de saqueio. A irregularidade das chuvas e a baixa disponibilidade de água no solo dificultam o avanço das operações. 

As precipitações já permitem o início pontual dos trabalhos, mas a distribuição da chuva nas próximas semanas será determinante para assegurar condições adequadas de germinação e emergência das plantas.

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Previsão para os próximos dias 

De acordo com as informações da Ampere Consultorias, a chuva deve continuar irregular no Mato Grosso até o fim da primeira quinzena de outubro. A previsão indica volumes de até 40 milímetros no período, especialmente nas regiões oeste e sul do estado.

No Paraná, a expectativa é de temporais e chuva volumosa, com acumulados que podem superar 100 milímetros. Caso esse cenário se confirme, o excesso de umidade poderá provocar paralisações pontuais das operações de campo. 

O contraste entre os estados exige cuidados diferentes. No Mato Grosso, a prioridade é acompanhar a regularidade das precipitações para garantir umidade suficiente à implementação das lavouras. No Paraná, o desafio está em aproveitar as janelas de solo trabalhável entre os episódios de chuva.