Resumo da notícia
- A safra de tabaco 2026/2027 no Sul do Brasil atingiu 85% do plantio, com 4% da colheita iniciada em algumas regiões, apesar dos desafios climáticos enfrentados pelos produtores.
- Mais de seis mil ocorrências de granizo foram registradas até 3 de outubro, elevando o risco de danos às plantas e impactando a produção em fase crucial do ciclo agrícola.
- O prazo para inscrição no sistema mutualista que protege contra perdas por granizo vai até 31 de outubro, com desconto de 4%, e a taxa de contribuição pode variar de 3,6% a 6% conforme histórico do produtor.
A safra de tabaco 2026/2027 avançou para 85% de plantio nas lavouras do Sul do Brasil. Ao mesmo tempo, a colheita já começou em algumas regiões e alcança 4% da produção. O avanço das atividades, porém, ocorre em meio à preocupação com os danos provocados pelo granizo.
Até 3 de outubro, mais de seis mil ocorrências do fenômeno haviam sido registradas durante o ciclo. Os dados consideram os principais tipos cultivados na região: Virgínia, Burley e Comum.
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Plantio entra na reta final
Com a maior parte das áreas já implantada, os produtores avançam para as próximas etapas do ciclo. O ritmo, no entanto, varia entre as regiões e propriedades, conforme o desenvolvimento das plantas e as condições encontradas no campo.
Enquanto alguns agricultores ainda concluem o plantio, outros já iniciaram a retirada das primeiras folhas. Por isso, a colheita representa atualmente cerca de 4% da produção estimada para a safra.
A tendência é de aumento gradual desse percentual nas próximas semanas, à medida que as plantas atinjam o ponto adequado para a retirada das folhas.
Granizo aumenta risco de perdas
O granizo está entre os principais pontos de atenção neste início de safra. Mais de seis mil ocorrências foram contabilizadas até 3 de outubro.
O fenômeno pode danificar as plantas e comprometer a produção justamente em uma fase importante do desenvolvimento da cultura. Por isso, o acompanhamento das condições climáticas ganha peso para quem ainda mantém as lavouras em campo.
Além do impacto direto sobre as plantas, eventuais danos podem alterar o resultado esperado pelo produtor ao final da safra. Por essa razão, a proteção contra perdas provocadas pelo granizo continua entre os cuidados considerados pelos fumicultores.
Prazo de proteção termina em outubro
Os produtores que ainda não fizeram a inscrição das lavouras precisam ficar atentos ao prazo do sistema mutualista. Para a safra 2026/2027, a adesão pode ser feita até 31 de outubro.
O pagamento realizado dentro desse período garante desconto de 4%. A cobertura, entretanto, não começa imediatamente: existe uma carência de sete dias após a entrega da inscrição ou a postagem do documento pelos Correios.
Quem possui débitos também precisa regularizar a situação antes do início da contagem desse período.
Taxa considera histórico do produtor
Para esta safra, a taxa normal de contribuição para cobertura de danos provocados por granizo permanece em 6%. Produtores que atendem aos critérios de participação contínua podem ter valores menores.
Nos casos de maior tempo de participação, a taxa pode chegar a 3,6%. O sistema também atualizou o peso de referência utilizado nos cálculos, que passou de 66 para 70 gramas por pé de tabaco.
A mudança representa um aumento de 6,06% no parâmetro considerado para as coberturas.
Safra avança sob atenção ao clima
Com o plantio próximo da conclusão e a colheita começando a ganhar ritmo, os produtores entram em uma fase decisiva do ciclo.
Agora, o desenvolvimento das lavouras e o comportamento do clima serão determinantes para os próximos passos. Nesse cenário, o número de ocorrências de granizo reforça a importância de acompanhar as condições do tempo e os prazos de proteção disponíveis para a produção.
Para quem ainda não fez a adesão, o prazo de 31 de outubro é o principal compromisso a observar neste momento da safra de tabaco.


