Pesquisa revela avanço do setor na integração de tecnologias para eficiência e resiliência climática
Foto: Divulgação AGCO

A inteligência artificial (IA) avança rapidamente no agronegócio brasileiro e se consolida como ferramenta estratégica para ganho de competitividade. De acordo com a pesquisa “A Reinvenção do Agronegócio Brasileiro”, da PwC Brasil, divulgada em 2025, 78% dos CEOs do setor planejam investir na integração da tecnologia com plataformas digitais nos próximos 12 meses, acima da média nacional, de 69%.

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O movimento acompanha uma tendência global. Segundo a Statista, o mercado de IA aplicada ao agro deve atingir US$ 4,7 bilhões por ano até 2028. Isso impulsionado pela busca por maior eficiência, produtividade e sustentabilidade.

Para Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, o agronegócio brasileiro tem reagido de forma mais ágil às mudanças tecnológicas, especialmente diante dos impactos das mudanças climáticas. “A IA oferece soluções que ajudam produtores a lidar com eventos extremos, aumentar a resiliência e tornar a produção mais sustentável”, afirma.

Aplicações práticas da IA no campo

A inteligência artificial já impacta diferentes etapas da produção agrícola. Além de automatizar processos, a tecnologia permite uma gestão mais precisa dos recursos naturais e operacionais.

Henrique Galvani, CEO da Arara Seed

Entre as principais aplicações no campo, destacam-se:

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  • Monitoramento de lavouras com drones e análise preditiva de dados
  • Recomendação automatizada de fertilizantes com base em análise de solo
  • Previsão de colheita a partir de dados climáticos e fenológicos
  • Controle em tempo real de irrigação, clima e desenvolvimento das plantas

Essas soluções contribuem para reduzir o uso de insumos químicos, economizar água, minimizar perdas na colheita e otimizar a logística e armazenagem.

IA impulsiona decisões e planejamento no agro

O uso da inteligência artificial também cresce em plataformas de climate intelligence. Elas ajudam produtores e cooperativas a antecipar riscos climáticos e tomar decisões baseadas em dados.

Outra frente em expansão envolve a IA generativa, aplicada na modelagem de cenários de produção e precificação de commodities, no planejamento logístico e no desenvolvimento de novas sementes e bioinsumos.

Com maior adesão dos líderes do setor e projeções de crescimento acelerado do mercado, o agronegócio brasileiro reforça a transição para um modelo orientado por dados.

“A inteligência artificial já deixou de ser uma tendência distante e passou a moldar o futuro do agro, preparando o setor para um cenário de constantes transformações”, conclui Galvani.