Resumo da notícia
- O Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos no 1º trimestre de 2026, alta de 3,6% em relação a 2025, com recorde desde 1997 e crescimento concentrado em estados do Sul do país.
- As exportações de carne de frango no 1º semestre somaram 2,936 milhões de toneladas, aumento de 12,9%, gerando receita de US$ 5,7 bilhões, um avanço de 17% em relação ao ano anterior.
- O setor avícola investe em sanidade com vacinação in ovo e tecnologia digital para monitoramento, garantindo maior eficiência na produção e controle sanitário em grandes escalas.
O Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos no 1º trimestre de 2026. O número representa alta de 3,6% ante o mesmo período de 2025, segundo o IBGE. Além disso, no 1º semestre, o país exportou 2,936 milhões de toneladas de carne de frango, com crescimento de 12,9%, recorde para os seis primeiros meses do ano, de acordo com a ABPA.
A receita das exportações, por sua vez, somou US$ 5,7 bilhões no semestre e avançou 17% em relação a 2025.
Abate bate recorde e impulsiona exportações
O resultado do abate no 1º trimestre foi o maior já registrado para um 1º trimestre desde 1997, início da série do IBGE.
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Essa alta, acima de tudo, reflete a expansão da produção em estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que concentram grandes integradoras e a maior parte do volume exportado.band.com+1
Exportações crescem em volume e receita
Em junho, o país embarcou 482,8 mil toneladas, aumento de 40,6% na comparação anual, com receita de US$ 985,5 milhões. Já em maio, a receita mensal superou US$ 1 bilhão pela primeira vez e atingiu US$ 1,009 bilhão.
China, Japão e países do Oriente Médio, nesse contexto, seguem como grandes compradores. Enquanto isso, importadores europeus anteciparam compras ante a entrada em vigor de restrições às exportações brasileiras nesta quinta-feira, 3.
Produção de ovos acompanha alta
No 1º trimestre, o Brasil produziu 1,21 bilhão de dúzias de ovos, cerca de 14,6 bilhões de unidades, conforme o IBGE.
Esse aumento ocorre com consumo interno aquecido e custos de alimentação elevados, o que, consequentemente, tem pressionado margens e levado a ajustes de preço no varejo.noticias.r7
Setor trata sanidade como processo contínuo
“A avicultura brasileira alcançou um nível de escala e tecnificação que exige um olhar cada vez mais integrado para a sanidade. Não basta apenas incorporar novas tecnologias: é fundamental acompanhar os processos, avaliar resultados e gerar informações que apoiem decisões mais assertivas”, disse Beatriz Santos, assistente técnica de avicultura da Zoetis Brasil.
Vacinação in ovo e ferramentas digitais reforçam controle
A vacinação in ovo imuniza embriões ainda na incubação e já vacina cerca de 20 bilhões de frangos por ano no mundo. Além disso, a técnica reduz o manejo após o nascimento, diminui o estresse dos pintinhos e ajuda a uniformizar a proteção sanitária em lotes de grande escala.
Empresas do setor, portanto, utilizam ferramentas como o Poultry View 360, que avalia preparo da vacina, assepsia, operação dos equipamentos, limpeza e armazenamento. O sistema, desse modo, identifica pontos de melhoria e compara resultados entre operações.
Para sustentar a escala, as empresas integram dados de produção, sanidade e logística. Assim, antecipam gargalos e reduzem perdas antes que afetem o volume final de carne para exportação e para o mercado interno.