Resumo da notícia
- Um pescador no Rio Paraná avistou uma onça-pintada nadando, confundida inicialmente com um cachorro, registrando o momento que viralizou nas redes sociais.
- A onça-pintada é conhecida por sua habilidade de nadar e atravessar rios, comportamento comum em áreas alagadas como o Pantanal e o noroeste do Paraná.
- Registros recentes indicam que o Rio Paraná é frequentado por onças-pintadas, evidenciando a importância do rio e suas margens para a fauna local e o equilíbrio ecológico.
Um pescador que navegava pelo Rio Paraná viveu um encontro inesperado ao avistar um animal no meio da água. À distância, ele acreditou que fosse um cachorro e decidiu aproximar a embarcação.
Quando chegou mais perto, percebeu o engano: era uma onça-pintada (Panthera onca) atravessando o rio a nado.
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O flagrante ocorreu na quinta-feira (1º), na região de Porto São José, no noroeste do Paraná. O momento foi registrado em vídeo e ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos da região.
Nas imagens, é possível observar a onça com praticamente todo o corpo submerso. Apenas a cabeça e parte das costas permanecem acima da água enquanto o animal avança pelo rio.
O pescador também registra sua surpresa ao descobrir que não estava diante de um cachorro. Apesar da aproximação da embarcação, o felino continua nadando.
Não há, nas imagens divulgadas, indicação de que a onça-pintada estivesse ferida ou precisasse ser resgatada.
Por que a onça estava nadando?
A cena pode parecer incomum, mas a capacidade de nadar faz parte do comportamento da onça-pintada. O felino consegue atravessar rios e outros corpos d’água durante seus deslocamentos.
Essa característica é particularmente conhecida em regiões como o Pantanal, onde rios, corixos e áreas alagadas fazem parte do território ocupado pela espécie.
Por isso, a presença de uma onça dentro de um rio não significa, por si só, que o animal esteja em perigo.
No registro feito no Paraná, o vídeo mostra justamente um deslocamento desse tipo. A onça mantém a direção enquanto nada e segue sua travessia.
Outros flagrantes ocorreram no Rio Paraná
O episódio não é o primeiro registro recente de uma onça-pintada no Rio Paraná.
Em agosto deste ano, pescadores encontraram outro exemplar caminhando às margens do rio, nas proximidades de Porto Natal, em Querência do Norte, também no noroeste paranaense.
Há ainda um registro de 2022 no qual pescadores filmaram três onças-pintadas atravessando o Rio Paraná a nado na região de Porto Rico.
A repetição dos flagrantes ajuda a mostrar como o rio e a vegetação de suas margens fazem parte da paisagem utilizada pela fauna silvestre da região.
Maior felino das Américas
A onça-pintada é o maior felino das Américas e está presente em diferentes regiões brasileiras.
Segundo informações técnicas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie ocupa ambientes bastante distintos no país. Para sobreviver, entretanto, precisa de áreas que ofereçam abrigo, disponibilidade de presas e condições para seu deslocamento.
Como predador de topo de cadeia, a onça também desempenha papel importante no equilíbrio dos ecossistemas onde está presente.
O encontro no Rio Paraná, portanto, chama atenção pela circunstância inusitada, mas mostra um comportamento compatível com as características naturais da espécie.
O que fazer ao encontrar uma onça
Quem encontra uma onça-pintada na natureza deve evitar aproximações e manter distância do animal.
Em uma situação como a registrada no Rio Paraná, não é recomendado perseguir o felino com a embarcação ou tentar interferir em sua trajetória. A aproximação também pode aumentar o estresse do animal durante a travessia.
Se houver uma onça ferida, acuada ou próxima de uma área habitada, a recomendação é procurar os órgãos ambientais responsáveis ou as autoridades locais, em vez de tentar capturá-la.
No caso do pescador paranaense, a aproximação teve uma razão bastante diferente: ele acreditava estar chegando perto de um cachorro. Só a poucos metros percebeu que acompanhava a travessia do maior felino das Américas.