Resumo da notícia
- A 35ª Expocachaça em Belo Horizonte reunirá 250 expositores de 18 estados, cerca de 2 mil marcas e 25 mil visitantes, consolidando-se como a maior feira mundial do setor.
- O evento deve movimentar R$ 30 milhões, impulsionando negócios, lançamentos e fortalecendo a cadeia produtiva da cachaça no Brasil.
- A ANPAQ lançará o Selo Nacional da Cachaça de Alambique, que certifica a autenticidade e qualidade da produção tradicional, com QR Code para garantir transparência ao consumidor.
A cadeia produtiva da cachaça volta a ocupar o centro das atenções do agronegócio brasileiro entre os dias 6 e 8 de agosto, em Belo Horizonte (MG). A 35ª edição da Expocachaça promete reunir cerca de 250 expositores de 18 estados, aproximadamente 2 mil marcas e um público estimado em 25 mil visitantes. O evento consolida sua posição como a maior vitrine mundial do setor. E um dos principais ambientes de negócios para produtores, fornecedores, distribuidores, compradores e investidores.

A organização estima que a feira movimente R$ 30 milhões durante e após sua realização. Esse resultado deve vir das negociações comerciais, do lançamento de produtos, da geração de novos mercados e do fortalecimento das relações entre os diferentes elos da cadeia produtiva.
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Ao longo de quase três décadas, a Expocachaça deixou de ser apenas um evento de degustação. E se transformou em uma plataforma estratégica para o desenvolvimento da agroindústria da cachaça. A feira promove inovação, amplia o acesso a mercados, qualifica a produção e valoriza o destilado brasileiro.
“A Expocachaça nasceu com o propósito de fortalecer toda a cadeia produtiva da cachaça de alambique. Hoje, ela reúne produtores rurais, fabricantes de equipamentos, fornecedores de insumos, distribuidores, compradores e especialistas em um ambiente voltado para negócios, conhecimento e geração de valor”, destaca José Lúcio Mendes, idealizador da feira.
Minas Gerais lidera a produção nacional
Minas Gerais mantém a liderança na produção brasileira de cachaça, e esse protagonismo explica a força do evento no estado. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil possui 1.266 estabelecimentos registrados,. Dos quais 501 estão em Minas Gerais, o equivalente a 39,6% de todas as cachaçarias do país. O estado também concentra 2.492 produtos registrados, ou 34,5% dos rótulos nacionais.
Esses números reforçam a importância econômica da atividade, que movimenta milhares de produtores rurais, pequenas agroindústrias, cooperativas, fornecedores de equipamentos, fabricantes de barris, laboratórios, transportadores e distribuidores.
ANPAQ lança o Selo Nacional da Cachaça de Alambique
A Associação Nacional da Cachaça de Alambique (ANPAQ) lança durante o evento o Selo Nacional da Cachaça de Alambique, iniciativa que marca um avanço na valorização e na proteção da produção tradicional brasileira.
O selo identifica a autêntica cachaça de alambique, produzida em alambique de cobre e conforme critérios técnicos estabelecidos pela entidade. Eoferece ao consumidor mais segurança quanto à origem, à qualidade e à procedência do produto. Cada certificação traz QR Code e código serial exclusivo, o que permite acessar informações sobre o produtor, o processo de produção e a autenticidade da bebida.
Mais do que um elemento de identificação, o selo reforça o compromisso do setor com a preservação da tradição, a valorização dos produtores e a transparência para o consumidor. A iniciativa consolida a Expocachaça como palco dos principais avanços da cadeia produtiva da cachaça brasileira.
Feira cria ambiente de negócios para o agro
A programação da Expocachaça reúne rodadas de negócios, exposição de equipamentos para alambiques, fornecedores de embalagens, barris, tecnologia, insumos, serviços especializados e lançamentos voltados ao setor produtivo.
Entre os temas que devem pautar as discussões desta edição estão a sucessão familiar nas propriedades rurais, a agregação de valor ao produto, a indicação geográfica, a rastreabilidade, a internacionalização, as certificações, a qualidade laboratorial, a sustentabilidade e os impactos da reforma tributária sobre o segmento.
O crescimento das bebidas prontas para consumo (RTDs), novas estratégias de posicionamento de mercado e a ampliação do turismo rural associado aos alambiques também ganham espaço na programação. Uma tendência que vem diversificando a renda das propriedades produtoras.
“A cadeia da cachaça evoluiu significativamente nas últimas décadas. Hoje falamos de um produto com elevado valor agregado, forte identidade territorial e crescente reconhecimento nacional e internacional. A Expocachaça acompanha essa evolução, promovendo conexões que fortalecem todo o setor”, afirma José Lúcio Mendes.
Evento integra diferentes cadeias produtivas
A Expocachaça acontece simultaneamente à 19ª Brasilbier e à 4ª Minas + Doce. Oque amplia o diálogo entre diferentes segmentos do agronegócio, da agroindústria e da gastronomia. Essa integração cria oportunidades para novos negócios, parcerias comerciais e valorização dos produtos de origem mineira.

Ao reunir produtores, compradores, especialistas, pesquisadores e consumidores, a Expocachaça consolida Belo Horizonte como ponto de encontro de uma das cadeias produtivas mais tradicionais e representativas do agronegócio brasileiro.
Serviço
- 35ª Expocachaça, 19ª Brasil Bier e 4ª Minas + Doce
- Data: 6 a 8 de agosto de 2026
- Horário: das 12h às 00h
- Local: CenterMinas Expo — Av. Pastor Anselmo Silvestre, 1495, União, Belo Horizonte, MG
- Ingressos: disponíveis no site oficial da Expocachaça e na Sympla. Nos dias do evento, a bilheteria do CenterMinas Expo também vende ingressos.
- Site: www.expocachaca.com.br
- Instagram: @expocachaca









