Resumo da notícia
- A Seagri certificou 15 novos profissionais no Curso de Inseminação Artificial em Bovinos durante a 43ª Expo Bacia Leiteira para fortalecer a técnica em pequenas propriedades rurais.
- A capacitação amplia o acesso dos pequenos produtores a genética selecionada, aumentando a produtividade e a renda no campo, destacando Alagoas como referência em formação agropecuária.
- A cadeia do leite é a segunda maior força econômica de Alagoas, que ocupa o 7º lugar nacional em produtividade leiteira, segundo dados da Embrapa e IBGE.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Seagri) certificou, neste sábado (17), 15 novos profissionais no Curso de Inseminação Artificial em Bovinos. A capacitação ocorreu durante a 43ª Expo Bacia Leiteira, em Batalha, e preparou os participantes para levar a técnica a propriedades rurais, sobretudo pequenas.

O público incluiu estudantes de medicina veterinária, técnicos agrícolas, trabalhadores de fazendas e pequenos produtores. Ao longo de 2026, a Seagri já formou 115 alunos em cursos de inseminação artificial e diagnóstico gestacional em bovinos.
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A inseminação artificial permite usar sêmen de touros com genética selecionada sem depender da monta natural. Na prática, o produtor pode buscar melhorias na produção de leite ou carne, na padronização do rebanho e no manejo reprodutivo, desde que a técnica seja aplicada com acompanhamento técnico adequado.
Produtor quer substituir monta natural
O produtor de leite Max Redel, de De Olivença, participou do curso para modernizar o manejo da propriedade familiar, onde ele, o pai e o irmão criam 40 vacas. A produção é vendida para laticínios da região.
“Na fazenda, a monta ainda é natural, ainda não usamos a inseminação artificial. Agora, estou preparado para levar esse aprendizado para a minha propriedade e os amigos vizinhos. Isso vai ajudar a aumentar nossa produção, porque poderemos usar materiais genéticos melhores, disponíveis no mercado”, ressaltou Max.
Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Marcelo Melo, a capacitação amplia o acesso dos pequenos produtores à genética e à produtividade.
“Quando investimos em cursos, estamos investindo diretamente na autonomia do produtor rural e dos profissionais que podem atuar nas fazendas. Essa capacitação aproxima a modernização dos pequenos produtores, ou seja, é uma porta de acesso à boa genética, ao aumento da produtividade e à melhoria da renda no campo. Hoje, Alagoas se tornou referência na capacitação de inseminação artificial no setor agropecuário, o que demonstra a credibilidade e a qualidade do trabalho desenvolvido”, afirmou.
O curso foi realizado em parceria com a Prefeitura de Batalha. Além disso, contou com apoio da Emater Alagoas e da Adeal.
Segundo o prefeito de Batalha, Wagney Dantas, parte dos formandos já atuava em propriedades de grande porte e poderá agora atender agricultores familiares.
“Esses alunos, em sua grande maioria, só trabalhavam no manejo de grandes produtores. Agora, eles poderão prestar serviço também para a agricultura familiar, levando uma técnica importante para disseminar boa genética para produtores familiares”, destacou.
Leite é destaque na economia alagoana
A cadeia do leite é a segunda maior força econômica de Alagoas, segundo a Seagri. O Centro de Inteligência da Embrapa posicionou o estado como o 7º do país em produtividade leiteira em 2025. Já o IBGE apontou o leite como o produto de maior valor da pecuária alagoana no mesmo ano.
Marcelo Melo afirmou que a formação da turma durante a Expo Bacia Leiteira reforça a relação entre capacitação e fortalecimento do setor. Segundo ele, a Seagri compra cerca de 1 milhão de litros de leite por mês de mais de 3 mil produtores alagoanos.
“Formar essa turma durante a Expo Bacia Leiteira se torna especial porque é aqui que a gente vê o quanto a atuação do governo ajuda os produtores locais. A Seagri capacita esses alunos – o que também incentiva a melhoria e aumento da produção do setor leiteiro –, e também compra cerca de um milhão de litros de leite por mês de mais de 3 mil produtores alagoanos. É um conjunto de ações que, interligadas, fazem com que o setor e a economia alagoana continuem fortalecidos”, pontuou.
O secretário também citou a chegada de novas indústrias ao estado, como a segunda unidade da NatVille, o início das operações do grupo Alvoar e a instalação da Piracanjuba, como fatores que podem ampliar a renda de trabalhadores e produtores.