Plantio fora da janela ideal eleva dependência das chuvas em abril e maio
Foto: Reprodução/Bayer

O atraso no plantio da segunda safra de milho aumentou o risco climático e, ao mesmo tempo, elevou a dependência das chuvas no Brasil.

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Agora, abril e maio ganham ainda mais importância. Isso porque a cultura entra na fase de enchimento de grãos justamente quando as precipitações começam a perder força. Por isso, produtores acompanham o clima com mais atenção.

Safrinha entra em fase decisiva

Com o plantio fora da janela ideal, muitas áreas passaram a depender diretamente das condições climáticas.

Em regiões como Goiás, Matopiba e parte do Mato Grosso do Sul, o risco aumentou. Isso ocorre porque o ciclo da cultura avança em um período mais seco. Além disso, a irregularidade das chuvas pode limitar o potencial produtivo. Por outro lado, no Mato Grosso, o plantio aconteceu mais cedo. Ainda assim, a produtividade também depende da distribuição das chuvas.

Atraso no plantio pressiona produção

O atraso na semeadura ocorreu, principalmente, por causa da colheita mais lenta da soja.

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Como resultado, muitos produtores plantaram fora do período recomendado. Em Goiás, cerca de 70% da área ficou fora da janela ideal. Já no Mato Grosso, esse índice é menor, mas ainda exige atenção.

Dessa forma, a exposição ao risco climático aumentou em boa parte das lavouras.

Safra de verão equilibra oferta

Enquanto a safrinha enfrenta incertezas, a safra de verão avança e sustenta a oferta no curto prazo.
Por isso, o aumento da disponibilidade pressiona os preços em algumas regiões. Ao mesmo tempo, o mercado segue atento ao desempenho da segunda safra.

Assim, o equilíbrio entre oferta atual e expectativa futura passa a guiar as negociações.

Mercado oscila com cenário externo

No cenário internacional, os preços do milho oscilaram nas últimas semanas.

Primeiro, as cotações recuaram, pressionadas pelo dólar e pelo andamento da safra global. Depois, o mercado reagiu com a alta do petróleo e da soja, que influenciam custos e demanda.

Além disso, fatores externos continuam trazendo volatilidade para os preços.

Preços reagem no mercado interno

No Brasil, o milho perdeu força em fevereiro, principalmente devido à maior oferta da safra de verão.
No entanto, ao longo de março, o movimento mudou. Em regiões como Campinas (SP), os preços voltaram a subir.

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Esse avanço reflete tanto o cenário internacional quanto as incertezas sobre a safrinha. Por isso, o mercado já começa a precificar possíveis impactos na produção.

Clima segue como principal fator

Diante desse cenário, o clima se mantém como o principal ponto de atenção.

Se as chuvas continuarem irregulares, a produtividade pode cair. Por outro lado, caso o clima ajude, parte das perdas pode ser reduzida.
Assim, produtores e mercado seguem atentos às próximas semanas, que devem definir o rumo da safra.