Inovação, pesquisa e produção de alto valor agregado levaram o país europeu ao topo das exportações de alimentos, apesar da área reduzida

Os Países Baixos viraram referência mundial no agronegócio por conseguirem transformar um território pequeno em uma potência exportadora. Mesmo tendo uma área mais de 70 vezes menor que a da Argentina, o país se tornou o terceiro maior exportador de alimentos do mundo em valor monetário.

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A explicação passa por um conjunto de fatores que inclui tecnologia, pesquisa e produção altamente eficiente. O centro dessa engrenagem está no chamado Food Valley, um polo de inovação ligado à Universidade de Wageningen, que ajudou a impulsionar soluções para o campo, da irrigação inteligente ao uso de drones e estufas de alta tecnologia.

Condições favoráveis

Com sorte, tanto o clima quanto a localização geográfica favorecem a localidade, afirma o cientista Leo Marcelis, chefe do grupo de Horticultura e Fisiologia Vegetal da Universidade de Wageningen: “Temos um clima razoável e água em abundância. Temos um clima marítimo, os verões não são muito quentes e os invernos não são extremamente frios”. 

Além disso, Marcelis enfatiza que, historicamente, a produção agrícola no país também tem sido caracterizada por uma tradição de abertura e companheirismo: “Os agricultores costumam se encontrar semanalmente. Eles visitam as fazendas uns dos outros para ver as plantações e aprender uns com os outros.”

Cultivo controlado

Além do investimento tecnológico, os Países Baixos apostaram forte em cultivos controlados e em cadeias produtivas voltadas para itens de maior valor agregado. Entre os principais produtos exportados estão vegetais, carne, laticínios, plantas ornamentais e flores, com mercados importantes na Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido.

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Os Países Baixos (Holanda) são o maior produtor e exportador de flores do mundo, um setor que movimenta bilhões e define a economia e a paisagem do país, especialmente na primavera

Por outro lado, o país não se apoia apenas no que produz internamente. Ele também importa grandes volumes de matéria-prima para processar e reexportar, o que reforça seu papel como hub global do agronegócio. É o caso do cacau, que entra como insumo e sai transformado em produtos semiacabados para outros mercados.