Ave foi treinada para alertar criminosos sobre a aproximação da polícia durante operações antidrogas na Colômbia
Durante a ação, Lorenzo gritava frases como: "Corre, corre! Você vai ser pego!" — Foto: Divulgação

Um dos casos mais curiosos envolvendo o crime organizado aconteceu em 2010, na cidade de Barranquilla, na Colômbia. O protagonista foi o papagaio Lorenzo, que ficou conhecido mundialmente depois de ser encontrado durante uma operação policial contra traficantes.

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Segundo as autoridades, a ave havia sido treinada para avisar os criminosos sempre que policiais se aproximavam do local.

Os alertas chamaram a atenção dos agentes e rapidamente transformaram o caso em notícia ao redor do mundo.

Papagaio funcionava como um “vigia”

De acordo com Hollman Oliveira, integrante da Polícia Ambiental colombiana na época, Lorenzo era utilizado como uma espécie de sistema de alerta pelos traficantes.

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“O papagaio mandava alertas. Podemos dizer que era uma espécie de ‘pássaro de guarda'”.

As autoridades estimavam que Lorenzo seria apenas um entre cerca de 1.700 papagaios treinados por organizações criminosas para desempenhar essa função.

Operação terminou com prisões e apreensões

Na operação policial em Barranquilla, nove pessoas foram presas.

À época, além das detenções, os agentes apreenderam cerca de 250 armas brancas, motocicletas roubadas e grande quantidade de maconha.

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Dono negou participação em esquema criminoso

Após a repercussão, Lorenzo permaneceu temporariamente sob os cuidados da Polícia Ambiental.

Posteriormente, autoridades locais e o comerciante apontado como dono da ave esclareceram que o papagaio não fazia parte, de forma intencional, de uma organização criminosa.

O animal apenas reproduzia comandos e frases aprendidas durante o convívio com pessoas que frequentavam o local.

Traficantes já recorreram a outros animais

O caso de Lorenzo não foi o único envolvendo animais utilizados por criminosos.

Também em 2010, policiais italianos prenderam integrantes de um cartel em Milão que utilizavam uma serpente com mais de três metros para proteger um esconderijo.

Além das acusações relacionadas ao tráfico de cocaína, os suspeitos também responderam por manter ilegalmente uma espécie rara.