Importações avançam em ritmo acelerado e reforçam a demanda chinesa mesmo com restrições impostas pelo governo
Gado de corte em fazenda
Foto: Divulgação

A China atingiu um novo marco nas importações de carne bovina da Argentina. Segundo o Ministério do Comércio chinês, o país asiático já utilizou 50% da cota de 511 mil toneladas destinada às compras sob o regime de salvaguarda. O volume divulgado nesta quarta-feira (5) não considera as cargas que ainda estão em trânsito, cuja viagem entre os dois países leva cerca de 45 dias.

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O avanço das aquisições evidencia que a demanda chinesa continua aquecida, mesmo diante das medidas adotadas por Pequim para controlar o ritmo das importações e fortalecer a produção doméstica.

Cota anual é menor que a registrada em 2025

O governo chinês estabeleceu para 2026 um limite de 2,69 milhões de toneladas de carne bovina importada. O volume é inferior às 2,80 milhões de toneladas adquiridas ao longo de 2025, indicando uma estratégia para reduzir a oferta externa e ampliar o espaço para os produtores locais.

Apesar da limitação, os números mostram que as compras seguem em ritmo acelerado. Entre janeiro e junho de 2026, a China importou 1,53 milhão de toneladas de carne bovina, resultado 17,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Demanda chinesa impulsiona preços internacionais

O forte interesse dos importadores chineses, aliado às restrições regulatórias impostas pelo governo, já começa a provocar reflexos no mercado internacional da carne bovina.

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De acordo com relatório do Rosgan, ligado à Bolsa de Comércio de Rosário, os preços da carne bovina nos portos argentinos apresentaram valorização entre US$ 200 e US$ 300 por tonelada nas últimas semanas.

A alta demonstra que, mesmo com o controle sobre as importações, a necessidade de abastecimento do mercado chinês continua sustentando a valorização da proteína bovina exportada pela Argentina.

Mercado segue atento aos próximos movimentos

A evolução das compras chinesas deverá continuar sendo acompanhada de perto pelo mercado internacional, já que o país permanece como o principal destino das exportações globais de carne bovina.

Caso a demanda permaneça elevada ao longo dos próximos meses, analistas avaliam que os preços internacionais poderão seguir pressionados, especialmente para fornecedores estratégicos como a Argentina, um dos principais parceiros comerciais da China no segmento.