Resumo da notícia
- Queimadas na cana afetam produtividade, segurança e meio ambiente; a bp bioenergy reduziu em 50% os incêndios e em 77% a área queimada entre 2019 e 2025 com o Programa Brigada 4.0.
- A empresa investiu mais de R$ 100 milhões em prevenção e combate, usando IA e câmeras térmicas para detectar focos de incêndio em até 50 km, com monitoramento 24h no SmartHub em São José do Rio Preto.
- A conectividade foi ampliada com a rede 4G da TIM, instalando 98 torres para que equipes tenham acesso a dados em tempo real e possam agir rapidamente contra os incêndios nas lavouras.
As queimadas na cana representam um dos principais desafios para a produção sucroenergética. Além de comprometerem a produtividade, elas colocam em risco trabalhadores, comunidades vizinhas e o meio ambiente. Nesse cenário, investimentos em prevenção, monitoramento e resposta rápida ganham cada vez mais importância para reduzir os impactos do fogo nas lavouras.
A bp bioenergy informou que, entre 2019 e 2025, reduziu em 50% o número de incêndios registrados nas regiões próximas às suas 11 unidades agrícolas. No mesmo período, a área atingida pelo fogo caiu 77%, enquanto o tempo médio de resposta às ocorrências foi reduzido em 66%.
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Segundo a empresa, os resultados são consequência do Programa Brigada 4.0, criado em 2019 para integrar ações de prevenção, detecção e combate a incêndios nas áreas agrícolas. Desde então, mais de R$ 100 milhões foram investidos na iniciativa.
Tecnologia amplia prevenção contra queimadas na cana
O combate às queimadas na cana começa antes mesmo do surgimento das chamas. Por isso, a bp bioenergy ampliou as tecnologias voltadas à identificação precoce dos focos de incêndio durante a safra 2025/26.
Além disso, a empresa atualizou o sistema de monitoramento em oito unidades. A equipe revisou as áreas de cobertura e instalou novos equipamentos em pontos estratégicos. Com isso, aumentou a capacidade de detecção e reduziu áreas com baixa visibilidade.
Segundo o diretor agrícola da bp bioenergy, Rogério Bremm, a empresa definiu as melhorias após analisar os aprendizados acumulados nas últimas safras.
“Esse trabalho nos permitiu ampliar a cobertura das imagens, reduzir pontos com menor visibilidade e aumentar significativamente a confiabilidade das informações utilizadas pelas equipes em campo. Quanto mais rápida e precisa é a identificação de um foco, maior também é nossa capacidade de resposta”, afirma.
O sistema combina inteligência artificial com câmeras térmicas de alta definição instaladas em torres de monitoramento distribuídas pelas 11 unidades. Os equipamentos identificam colunas de fumaça em poucos segundos e monitoram um raio de até 50 quilômetros. Além disso, funcionam durante a noite e também sob neblina.

Em seguida, o sistema envia todas as informações ao SmartHub, centro integrado de monitoramento localizado em São José do Rio Preto (SP). A equipe acompanha a operação agrícola durante 24 horas por dia e aciona imediatamente as brigadas responsáveis pelo combate aos incêndios.
Dessa forma, o tempo de resposta diminui. Ao mesmo tempo, a operação reduz os impactos ambientais e operacionais provocados pelo fogo.
Conectividade fortalece o combate aos incêndios
A conectividade também desempenha papel importante na estratégia de prevenção. Para isso, a empresa expandiu sua infraestrutura digital nas regiões onde atua.
Hoje, o projeto utiliza a rede 4G da TIM por meio de 98 torres instaladas nas áreas agrícolas. Assim, as equipes acessam informações em tempo real e conseguem tomar decisões com mais rapidez durante as ocorrências.
Segundo a companhia, a cobertura alcança aproximadamente 3 milhões de hectares. Além disso, o sinal permanece disponível para usuários da operadora nas regiões atendidas.
Capacitação reforça a atuação das brigadas
A tecnologia, sozinha, não resolve o problema. Por esse motivo, a empresa também investe na qualificação permanente das equipes de combate ao fogo.
Desde o fim de 2025, a bp bioenergy passou a realizar internamente o treinamento dos brigadistas. Para isso, supervisores e lideranças operacionais participam de uma formação com cerca de 70 horas. O conteúdo reúne técnicas de prevenção, combate e condução dos treinamentos.

Desde fevereiro deste ano, os 22 multiplicadores formados pela companhia já capacitaram mais de 750 brigadistas. Além disso, a expectativa é treinar aproximadamente 900 profissionais por ano.
Segundo Bremm, essa mudança aproxima os treinamentos da realidade enfrentada pelas equipes.
“Quando a formação é conduzida por profissionais que conhecem profundamente os desafios e procedimentos da própria operação, o aprendizado se torna mais aderente à prática. Isso fortalece a preparação das equipes e contribui para decisões mais rápidas e assertivas durante as ocorrências”, destaca.
Programa reúne tecnologia, estrutura e equipes
Atualmente, o Programa Brigada 4.0 conta com mais de 1.050 brigadistas. Além disso, a estrutura inclui 97 caminhões-bombeiro com jatos de água automatizados, 16 caminhões-pipa e 12 caminhões-tanque.
Segundo a empresa, a combinação entre tecnologia, conectividade e capacitação fortalece a prevenção. Como resultado, a operação reduz a área atingida pelo fogo, acelera o combate aos incêndios e amplia a segurança no campo.
Por fim, Bremm afirma que a prevenção precisa fazer parte da gestão permanente das operações agrícolas.
“Cada melhoria implementada aumenta nossa capacidade de antecipar riscos e responder com mais precisão quando necessário. Esse é um trabalho permanente, que combina tecnologia, preparo das equipes e aprendizado em campo para tornar nossas operações cada vez mais seguras e responsáveis”, conclui.







