Resumo da notícia
- Cerca de 3.800 trabalhadores da Swift Beef Co., da JBS USA, entram em greve por denúncias de retaliações e violações trabalhistas, com 99% de adesão segundo o sindicato Local 7.
- A paralisação ocorre em meio a uma crise do gado nos EUA, com queda no rebanho e alta nos preços da carne, afetando consumidor e cadeia de suprimentos.
- A JBS afirma cumprir leis trabalhistas, mantém parte da produção e promete pagamento aos que não aderirem, enquanto negociações seguem para definir o fim da greve.
Cerca de 3.800 trabalhadores da Swift Beef Co., unidade da JBS USA, param as máquinas nesta segunda-feira (16) na maior planta de carne bovina dos Estados Unidos. O United Food and Commercial Workers Local 7 denuncia retaliações da empresa e violações trabalhistas nas negociações contratuais.
A presidente do sindicato, Kim Cordova, revela que 99% dos funcionários autorizaram a greve. “A JBS chamou trabalhadores para reuniões individuais e pressionou para que deixassem o sindicato”, acusa Matt Shechter, conselheiro geral do Local 7. A companhia recusou diálogo no sábado, acelerando a paralisação.
O movimento explode em plena crise de gado nos EUA: o USDA conta 86,1 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2026, queda de 1,1% em relação a 2025. Preços da carne disparam e apertam o bolso do consumidor americano. Reuters alerta para riscos na cadeia de suprimentos e alta no varejo.
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A JBS USA garante trabalho e pagamento a quem não aderir à greve. A empresa mantém dois turnos na planta de Greeley e realoca produção para outras unidades. “Cumprimos todas as leis trabalhistas federais e estaduais. Nossa prioridade é minimizar impactos para clientes e mercado”, afirma o comunicado oficial da companhia.
O impasse ameaça o fluxo de carne no maior exportador mundial. Negociações definem se a greve continua.