Resumo da notícia
- As cotas impostas pela China geram preocupação na pecuária brasileira, pois o país é o maior comprador da carne bovina nacional, podendo impactar o mercado interno.
- Em janeiro de 2026, o Brasil registrou exportação recorde de carne bovina, com 258,94 mil toneladas, superando o volume do ano anterior para o mesmo mês.
- A China representou 46,3% das exportações brasileiras em janeiro, com 119,63 mil toneladas, e o Brasil deve atingir a cota anual chinesa em setembro se o ritmo atual continuar.
As cotas impostas pela China preocupam a cadeia da pecuária brasileira. Isso ocorre porque o país asiático lidera as compras de carne bovina do Brasil. Os pesquisadores do Cepea alertam para possíveis impactos no mercado pecuário nacional. Ainda assim, o setor inicia 2026 com forte avanço nas exportações.
Recorde histórico em janeiro
A demanda externa por carne bovina brasileira mantém trajetória de crescimento. Além disso, os embarques confirmam as expectativas positivas para o ano. Segundo dados da Secex, o Brasil exportou 258,94 mil toneladas em janeiro. O volume representa recorde histórico para o mês. Com isso, o resultado supera o melhor desempenho anterior, registrado em 2025.
Exportação para a China
A China respondeu por 46,3% do total exportado em janeiro. O percentual ficou próximo da média de 2025, que foi de 47,67%. Se o ritmo atual continuar, o Brasil deve atingir a cota chinesa em setembro. A cota anual estabelecida para o Brasil é de 1,106 milhão de toneladas.
Somente em janeiro, o Brasil enviou 119,63 mil toneladas à China. Esse foi o maior volume exportado ao país asiático para um mês de janeiro. Dessa forma, mesmo com a cota da China, as exportações de carne bovina iniciam 2026 em nível recorde.