Resumo da notícia
- A comercialização de sêmen Angus cresceu 19,58% no primeiro semestre, superando a média do mercado nacional de sêmen para pecuária de corte, refletindo maior investimento em genética para rentabilidade.
- O Centro-Oeste lidera as vendas com 48,49% das doses comercializadas, enquanto o Nordeste registra o maior crescimento proporcional, com alta de 83,33%, mostrando expansão da raça em diferentes regiões.
- O avanço da genética Angus é resultado de gestão consistente e adaptação a sistemas produtivos diversos, atendendo demandas por maior produtividade e qualidade na produção de carne bovina.
A comercialização de sêmen Angus cresceu 19,58% no primeiro semestre, na comparação com igual período do ano anterior. O avanço ficou acima da média do mercado brasileiro de sêmen para pecuária de corte, que subiu 16,87%. Os números são da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA).
O resultado reforça o uso da genética Angus como ferramenta para aumentar produtividade e melhorar a qualidade da carcaça. Também amplia a rentabilidade dos sistemas de produção de carne bovina.
Procura por genética segue em alta
O crescimento acompanha o desempenho positivo da raça nos últimos anos. Os produtores continuam buscando genética capaz de agregar valor à produção. Isso ajuda a atender às exigências do mercado de carne.
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José Paulo Dornelles Cairoli, presidente da Associação Brasileira de Angus, avalia que o resultado mostra uma mudança na forma como os pecuaristas enxergam a genética dentro da atividade.
“O produtor está cada vez mais consciente de que investir em genética é investir em rentabilidade”, afirma Cairoli.
Já Lilian Matimoto, diretora executiva da ASBIA, atribui o avanço a um trabalho contínuo de gestão. Segundo ela, o momento também é favorável para a pecuária.
“Este avanço expressivo não é um resultado pontual. É o reflexo direto de um trabalho consistente de gestão da associação, aliado à retomada do ciclo da pecuária”, explica.
Centro-Oeste concentra quase metade das vendas
O Centro-Oeste segue como o principal mercado consumidor da genética Angus. A região concentrou 48,49% das doses comercializadas e cresceu 16,55% frente ao período anterior.
Na sequência aparecem o Norte, com 18,96% das vendas, e o Sul, com 18,20%. Sudeste e Nordeste somam, respectivamente, 8,64% e 5,70% do total.
A distribuição regional mostra que a genética Angus já alcança uma parcela crescente da pecuária brasileira. O avanço em todas as regiões indica busca por animais adaptados às condições locais e aos objetivos de cada propriedade.
Nordeste tem o maior salto proporcional
O Centro-Oeste lidera em volume, mas o Nordeste teve o maior crescimento proporcional. A comercialização de sêmen Angus avançou 83,33% na região.
O Sudeste também superou a média nacional, com alta de 27,62%. Norte, Centro-Oeste e Sul cresceram 16,87%, 16,55% e 14,38%, nessa ordem.
Os resultados mostram que a expansão da raça não se limita aos mercados tradicionalmente associados à produção Angus. A evolução regional também sugere que a oferta de animais mais adaptados amplia o uso da genética em diferentes ambientes.
Genética passa a atender sistemas mais diversos
Para Mateus Pivato, diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, o crescimento regional comprova a diversificação do mercado consumidor. A raça passou a atender propriedades com características distintas em várias partes do país.
“A genética Angus deixou de estar concentrada em mercados tradicionais e passou a atender diferentes realidades da pecuária brasileira”, explica Pivato.
O avanço nas vendas acompanha a busca por eficiência, padronização e qualidade na produção de carne. A tendência deve continuar à medida que os pecuaristas associam o uso de genética a melhores resultados produtivos e comerciais.