Resumo da notícia
- O manejo do pirarucu invasor na Resex Rio Cautário resultou na captura de 361 peixes entre agosto e outubro de 2026, com cerca de 18,9 toneladas de peso bruto e geração de R$ 180 mil em renda para a comunidade.
- A iniciativa, realizada pela Sedam em parceria com o Instituto Chico Mendes, une controle ambiental à geração de oportunidades econômicas, envolvendo aproximadamente 40 comunitários extrativistas locais.
- O projeto busca proteger a biodiversidade ao controlar o pirarucu fora de sua área natural, fortalecendo políticas públicas que promovem conservação e renda sustentável para quem vive na região.
O manejo do pirarucu invasor na Reserva Extrativista Estadual (Resex) Rio Cautário, em Costa Marques, resultou na captura de 361 exemplares entre agosto e outubro de 2026. Segundo o Governo de Rondônia, as duas etapas de pesca manejada somaram aproximadamente 18,9 toneladas de peso bruto e 17,1 toneladas de pescado eviscerado. Além disso, a iniciativa gerou cerca de R$ 180 mil em renda e contou com a participação de aproximadamente 40 comunitários extrativistas.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) acompanhou as atividades em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Dessa forma, o projeto associa o controle de uma espécie invasora à conservação ambiental e à geração de oportunidades econômicas para as comunidades locais.
Comunidades extrativistas participam do manejo
A Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé) representa os comunitários extrativistas envolvidos na iniciativa. A entidade organiza a participação dos moradores e contribui para a comercialização do pescado.
De acordo com o comunicado oficial, a renda destinada aos participantes das duas etapas de pesca é de aproximadamente R$ 6 mil. O governo estadual também informa que a iniciativa movimentou cerca de R$ 180 mil. No entanto, o comunicado não detalha a distribuição total dos valores entre os participantes.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa aproxima a conservação dos recursos naturais das oportunidades econômicas para as comunidades locais.
“O objetivo é fortalecer as políticas públicas que promovam a conservação dos recursos naturais e, ao mesmo tempo, criem oportunidades para quem vive e trabalha nessas regiões. O manejo sustentável, realizado com planejamento e participação das comunidades, contribui para a proteção da biodiversidade e para a geração de renda em Rondônia”, ressaltou.
Controle do pirarucu busca proteger a biodiversidade
O pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe nativo da bacia Amazônica. Entretanto, sua presença fora da área de distribuição natural pode provocar impactos sobre os ecossistemas aquáticos e as espécies nativas. Por isso, o controle de populações invasoras busca reduzir esses efeitos e proteger a biodiversidade.
Segundo o biólogo da Sedam e gestor do projeto, Rodrigo Rios, os resultados das duas etapas reforçam a importância da participação comunitária na conservação ambiental.

“Alcançamos, nas duas etapas, 361 pirarucus capturados, totalizando mais de 18,8 toneladas de pescado em peso bruto, mas sabemos que o verdadeiro significado desse trabalho vai além dos números, representa o compromisso com a conservação ambiental, a união de esforços e, principalmente, o protagonismo dos comunitários extrativistas, que são os grandes atores dessa iniciativa. Nosso objetivo é contribuir para a recuperação do equilíbrio ecológico, reduzir os impactos associados à presença de uma espécie invasora e fortalecer a conservação da biodiversidade”, afirmou.
O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, também destacou a importância do planejamento e do acompanhamento técnico para controlar a espécie.
“O manejo do pirarucu invasor é uma estratégia que exige planejamento técnico, acompanhamento das atividades e participação das comunidades. Além de contribuir para o controle da espécie, o trabalho fortalece a gestão ambiental da unidade de conservação e demonstra a importância da atuação conjunta entre o poder público e os moradores da região”, pontuou.
Além da captura dos peixes, o monitoramento contínuo permitirá avaliar os efeitos do manejo de espécies invasoras sobre a população de pirarucus e os ecossistemas da Resex Rio Cautário. Assim, a iniciativa busca conciliar a conservação ambiental com a participação dos extrativistas e a geração de renda para as comunidades envolvidas.