Resumo da notícia
- A demanda global firme e as incertezas climáticas, especialmente no Hemisfério Norte, elevam os preços da soja nos mercados futuro e doméstico, com atenção ao possível impacto do El Niño na safra 2026/27.
- No Brasil, vendedores da soja reduzem negociações, postergando vendas e aceitando prazos maiores no mercado spot, o que impulsiona os preços, enquanto os prêmios de exportação e o preço FOB nos portos alcançam níveis recordes em três anos.
- Os preços do milho também sobem quase 6% em agosto, com produtores limitando a oferta aguardando melhores condições, compradores enfrentando valores elevados e o indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulando alta de 5,8% até 27 de agosto.
A demanda global firme e as incertezas climáticas impulsionam os preços da soja nos mercados futuro e doméstico. As condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte também sustentam as cotações da oleaginosa. Além disso, o mercado acompanha possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
Vendedores reduzem negociações
No Brasil, a alta ganhou força com a retração de parte dos vendedores, segundo o Cepea. Atentos ao cenário, esses agentes preferiram postergar novas negociações da soja. No mercado spot, porém, muitos vendedores aceitam prazos de pagamento mais longos. Em contrapartida, eles negociam a oleaginosa por preços mais elevados.
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Preços nos portos atingem maior nível em três anos
Apesar da alta das cotações externas, os prêmios de exportação da soja permanecem firmes no Brasil. Com isso, o preço FOB nos portos nacionais registrou aumento. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores alcançaram os maiores patamares dos últimos três anos.
Milho sobe quase 6% na parcial de agosto

Os preços do milho continuam avançando no mercado brasileiro, mesmo com a segunda safra próxima do fim. As estimativas também apontam uma produção recorde para o cereal. Segundo o Cepea, compradores e vendedores seguem retraídos no mercado. Por isso, as negociações ocorrem de forma pontual.
Produtores limitam a oferta
Os produtores continuam limitando a oferta de milho no mercado brasileiro. Eles aguardam oportunidades mais atrativas após as recentes altas no mercado internacional. Enquanto isso, os compradores enfrentam os preços mais elevados pedidos pelos vendedores. Em alguns casos, eles aceitam os valores devido à necessidade de adquirir lotes rapidamente. Por outro lado, parte dos consumidores recorre aos estoques disponíveis.
Indicador acumula alta de 5,8%
Nesse cenário, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa acumula alta de 5,8% na parcial de agosto. O levantamento considera os dados disponíveis até o dia 27. O indicador representa a região de Campinas, no interior de São Paulo, segundo o Cepea.