Resumo da notícia
- O preço do leite ao produtor ficou estável em maio de 2026, com leve recuo de 0,45% em relação a abril e 3,8% abaixo de maio de 2025, considerando valores deflacionados pelo IPCA.
- Regiões Sudeste e Centro-Oeste mantiveram preços em alta devido à oferta limitada pela sazonalidade e redução de investimentos, enquanto o Sul registrou queda por aumento da produção.
- Custo operacional caiu 1,39% em maio, primeira queda do ano, e importações de lácteos cresceram 3,58%, refletindo mudanças no mercado e expectativa de preços distintos entre as regiões em junho.
O preço do leite ao produtor ficou praticamente estável em maio de 2026. A pesquisa do Cepea, da Esalq/USP, apontou média de R$ 2,6617 por litro.
O valor recuou 0,45% em relação a abril. Além disso, ficou 3,8% abaixo do registrado em maio de 2025, em termos reais. Os dados consideram valores deflacionados pelo IPCA de maio.
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Sudeste e Centro-Oeste sustentam preços do leite
O mercado apresentou comportamentos distintos entre as principais regiões produtoras do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, os preços seguiram em alta durante maio. Nessas regiões, a produção permaneceu limitada pela sazonalidade.
Além disso, muitos produtores reduziram investimentos após as margens apertadas registradas em 2025. Como resultado, a oferta continuou restrita.
Esse cenário manteve a concorrência entre os laticínios pela compra de leite cru. Assim, as negociações permaneceram aquecidas nessas bacias leiteiras. Por outro lado, o Sul registrou queda nos preços. O clima favorável, as boas pastagens de inverno e a rápida recuperação da produção aumentaram a oferta.
O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 0,07% entre abril e maio na Média Brasil. No acumulado de 2026, porém, o indicador registra queda de 13,7%.
Custo de produção recua pela primeira vez em 2026
O Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou, em maio, a primeira queda do ano. Segundo o Cepea, o indicador recuou 1,39% na Média Brasil frente ao mês anterior. Apesar da redução mensal, o custo ainda acumula alta de 1,80% em 2026. O aumento no ano reflete despesas maiores com nutrição, sanidade e operações mecanizadas.
Derivados lácteos registram queda nos preços
Levantamento do Cepea, com apoio da OCB, mostrou recuo nos preços do leite UHT em maio. O produto perdeu 7,56% de valor em comparação com abril. Enquanto isso, a muçarela e o leite em pó permaneceram praticamente estáveis.
A muçarela avançou 0,12%. Já o leite em pó registrou alta de 0,13%. Na primeira quinzena de junho, o movimento de queda ganhou força entre os derivados lácteos.
Importações de lácteos crescem em maio
As importações brasileiras de lácteos aumentaram 3,58% em maio. O volume alcançou 226,21 milhões de litros equivalente-leite (EqL). Na comparação com maio de 2025, o crescimento foi de 28%.
As exportações também avançaram no período. O volume embarcado cresceu 45,33% e totalizou 5,81 milhões de litros EqL. Mesmo assim, o resultado ficou 21,42% abaixo do registrado em maio do ano passado.
Expectativa aponta diferenças entre regiões
O Cepea projeta comportamentos distintos para o mercado do leite em junho. A expectativa indica continuidade da queda nos preços no Sul. Por outro lado, Sudeste e Centro-Oeste devem manter tendência de alta até alcançar maior estabilidade.









