Dados do Mapa mostram que 244,7 milhões de litros de vinho foram declarados em categorias que incluem uvas americanas, híbridas ou ambas em 2025

A produção brasileira de vinho alcançou 309,75 milhões de litros em 2025, segundo o Anuário do Vinho 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desse total, aproximadamente 244,7 milhões de litros, ou 79%, foram declarados em categorias que incluem uvas americanas, híbridas ou combinações dessas variedades com uvas viníferas.

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O levantamento reúne dados da cadeia vitivinícola brasileira referentes ao ano passado. Além disso, apresenta informações sobre vinícolas, produtos registrados, empregos e comércio exterior.

Categorias concentram 79% da produção

Do volume total declarado, cerca de 53,2 milhões de litros foram classificados como “Americana”. Já a categoria “Americana ou Híbrida” respondeu por aproximadamente 74,8 milhões de litros. Além disso, os produtores declararam cerca de 2,1 milhões de litros na categoria “Híbrida”, enquanto “Vinifera/Americana ou Híbrida” somou aproximadamente 114,6 milhões de litros.

Juntas, as quatro categorias alcançaram cerca de 244,7 milhões de litros, o equivalente a aproximadamente 79% de todo o vinho declarado no país em 2025. Esse percentual, porém, precisa ser interpretado de acordo com a classificação adotada pelo Mapa: ele representa a participação dessas categorias na produção declarada e não significa que exatamente 79% de toda a matéria-prima utilizada no país seja formada exclusivamente por uvas americanas ou híbridas.

Por que essas uvas têm espaço no Brasil

As uvas americanas e híbridas ocupam espaço importante na viticultura brasileira. Entre as variedades conhecidas estão Isabel, Bordô e Niágara, enquanto espécies como Vitis labrusca aparecem com frequência na produção de vinhos de mesa e outros derivados.

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Já as cultivares híbridas resultam de cruzamentos entre diferentes espécies ou variedades de videira. Com isso, os melhoristas podem combinar características de plantas distintas, como adaptação às condições locais e resistência a determinadas doenças.

Por outro lado, as uvas Vitis vinifera pertencem ao grupo mais associado aos chamados vinhos finos. Cabernet Sauvignon, Merlot e Touriga Nacional são alguns exemplos conhecidos. Dessa forma, os dados do anuário mostram que a vitivinicultura brasileira utiliza um conjunto diversificado de materiais genéticos, e não apenas variedades tradicionalmente associadas à produção europeia de vinhos.

Dados mostram dimensão da cadeia

O anuário também dimensiona a estrutura da atividade no país. Em 2025, o Brasil tinha 965 vinícolas registradas no Mapa, distribuídas por 327 municípios. Além disso, a cadeia reunia 16.258 vinhos registrados e gerava 7.361 empregos diretos, segundo os dados apresentados pelo ministério.

No comércio exterior, o Brasil exportou 7,35 milhões de litros de vinho em 2025. No mesmo período, as importações chegaram a 165,66 milhões de litros.

Portanto, os dados do Mapa mostram uma cadeia vitivinícola diversificada, com forte participação de categorias que incluem uvas americanas e híbridas e, ao mesmo tempo, presença expressiva de produtos importados no mercado brasileiro.