Cebola, batata e arroz também ficaram mais caros na prévia da inflação; cenoura, frutas e café registraram queda nos preços
: Tomates estão entre os alimentos que mais subiram de preço na prévia da inflação de outubro
Foto: Marcelo Martins - Prefeitura Municipal de Santos

O preço do tomate disparou 24,54% na prévia da inflação de outubro e liderou a pressão dos alimentos sobre o bolso dos brasileiros. Cebola, batata-inglesa e arroz também registraram aumentos expressivos no período.

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Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto o índice geral desacelerou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro, o movimento foi contrário dentro dos supermercados. A alimentação no domicílio avançou 1,01%, acima dos 0,38% registrados no mês anterior.

Tomate lidera alta

Entre os produtos que mais pressionaram os preços dos alimentos, o tomate apareceu com ampla vantagem.

Veja os principais destaques apontados pelo IBGE:

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  • Tomate: +24,54%
  • Cebola: +13,63%
  • Batata-inglesa: +10,96%
  • Arroz: +5,80%

O comportamento desses produtos ajudou a levar o grupo Alimentação e Bebidas a uma alta de 0,88% em outubro. O segmento teve o maior impacto entre os nove grupos analisados pelo IPCA-15.

A alimentação fora de casa também ficou mais cara. O avanço passou de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro. A refeição subiu 0,61%, enquanto o lanche aumentou 0,66%.

Cenoura fica 10% mais barata

Por outro lado, nem todos os produtos agrícolas seguiram a mesma direção.

A cenoura caiu 10,67% e apresentou um dos recuos mais expressivos entre os alimentos destacados pelo levantamento.

As frutas também ficaram mais baratas, com redução média de 1,37%. Já o café moído, que vinha sendo um dos produtos acompanhados de perto pelo consumidor após sucessivas pressões de preços, recuou 1,16%.

Assim, entre os principais destaques de queda aparecem:

  • Cenoura: -10,67%
  • Frutas: -1,37%
  • Café moído: -1,16%

Alimentos avançam mais que a inflação

Os números entretanto mostram uma diferença importante entre o comportamento da inflação geral e o dos produtos consumidos dentro de casa.

Embora o IPCA-15 tenha desacelerado para 0,32%, a alimentação domiciliar avançou 1,01%. Ou seja, os preços dos alimentos subiram em ritmo superior ao índice geral na prévia de outubro.

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No acumulado do ano, o IPCA-15 chegou a 4,15%. Em 12 meses, alcançou 4,62%, acima dos 4,47% registrados até setembro.

O IPCA-15 segue metodologia semelhante à do IPCA, mas utiliza um período diferente para a coleta dos preços. O indicador funciona como uma prévia da inflação oficial e ajuda a mostrar como as variações de preços chegam ao orçamento das famílias.