Medida contra o bicudo-do-algodoeiro segue até 20 de novembro na maior parte do estado; áreas irrigadas abaixo de 600 metros têm calendário diferente
algodão
Foto: AGCO/Divulgação.

O vazio sanitário do algodão começa em 20 de setembro de 2026 em Minas Gerais e vai até 20 de novembro. Nesse período, os produtores devem eliminar plantas vivas e soqueiras para reduzir as condições de sobrevivência do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principal praga da cultura.

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Além disso, a regra segue a Instrução Normativa MAPA nº 44/2008 e a Portaria IMA nº 1.884/2018.

Há, porém, uma exceção para áreas irrigadas abaixo de 600 metros de altitude. Nesses locais, o calendário começa em 30 de outubro e termina em 30 de dezembro de 2026. Portanto, a propriedade precisa atender aos dois critérios para seguir esse prazo: ser irrigada e estar abaixo de 600 metros.

Prazos em Minas Gerais

 

Situação Período
Demais áreas 20 de setembro a 20 de novembro de 2026
Áreas irrigadas abaixo de 600 metros 30 de outubro a 30 de dezembro de 2026

O que o produtor precisa fazer

Durante o período definido para cada propriedade, o produtor deve eliminar todas as plantas vivas de algodão e as soqueiras remanescentes. Além disso, precisa manter a área sem plantas de algodão durante todo o vazio sanitário.

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Por isso, o produtor deve identificar primeiro qual calendário se aplica à propriedade. Nas áreas irrigadas abaixo de 600 metros, por exemplo, o período começa em 30 de outubro, e não em 20 de setembro.

Caso não cumpra a determinação, o produtor pode ser fiscalizado, notificado e autuado. Além disso, a irregularidade pode gerar processo administrativo e chegar ao Ministério Público.

Por que a medida é obrigatória

Durante a entressafra, a retirada das plantas reduz a disponibilidade de alimento para o bicudo. Assim, a medida ajuda a diminuir a população do inseto antes da próxima safra.

Segundo Paulo Fiorini, coordenador do Grupo de Estudos do Algodão Mineiro (GEAM), da Amipa, o vazio sanitário complementa as ações de defesa da cultura.

“O vazio sanitário é uma ação de defesa complementar a todo o manejo já existente. A praga continuará existindo, mas, com a medida, reaparece de forma mais tardia e com menor incidência na safra seguinte. Dessa maneira, o produtor tem o manejo facilitado e reduz custos no controle”, explica.

Fiscalização

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) fiscaliza o cumprimento da regra por amostragem e também a partir de denúncias. Segundo o órgão, a fiscalização alcança entre 20% e 30% dos produtores.

Em 2025, o IMA realizou 38 inspeções presenciais. Paralelamente, a Amipa acompanha as áreas produtivas e distribui aos associados armadilhas com feromônios e dispositivos conhecidos como “tubo mata-bicudo”.

Por fim, o produtor deve conferir o calendário aplicável à propriedade e programar a eliminação das plantas com antecedência. Dessa forma, consegue cumprir o prazo e evitar problemas durante as fiscalizações.

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