USDA projeta queda de 3,8% na produção global e recuo de 7,23% nos estoques finais
Algodão mantém vantagem sobre exportação no Brasil. Confira o levantamento divulgado pelos pesquisadores do Cepea.
Foto: StoneX

O consumo mundial de algodão deve superar a produção em cerca de 1,22 milhão de toneladas na safra 2026/27. Segundo dados do USDA compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o consumo global de pluma está estimado em 26,76 milhões de toneladas, enquanto a produção deve alcançar 25,54 milhões de toneladas.

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Na comparação com a safra 2025/26, a produção mundial deve recuar 3,80%, enquanto o consumo deve crescer 1,48%. Com isso, o mercado entra na próxima temporada com menor folga entre oferta e demanda.

Produção mundial de algodão recua

Segundo o Imea, a redução da oferta deve ser puxada principalmente por Estados Unidos, Turquia e Paquistão.

Nos Estados Unidos, a produção está projetada em 2,87 milhões de toneladas, queda de 5,01% em relação à temporada anterior, em meio à expectativa de menor produtividade.

Por outro lado, a Índia deve ampliar a produção para 5,23 milhões de toneladas, alta de 0,84% na comparação anual.

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Estoques globais também diminuem

Com a produção abaixo do consumo, os estoques finais mundiais de algodão devem recuar para 15,21 milhões de toneladas na safra 2026/27. O volume representa queda de 7,23% em relação à temporada anterior.

O cenário indica uma redução da margem disponível no mercado global. Ainda assim, a projeção de estoques não significa, por si só, falta imediata de algodão.

No comércio internacional, as exportações mundiais devem alcançar 9,63 milhões de toneladas, acompanhando a necessidade de abastecimento dos mercados diante do balanço mais ajustado.

Mercado brasileiro acompanha cenário global

O cenário internacional ocorre enquanto o algodão brasileiro volta a ganhar espaço no planejamento da safra 2026/27.

Nesse contexto, a combinação de menor produção mundial, aumento do consumo e redução dos estoques coloca o balanço global no radar do setor.

As projeções, porém, ainda podem sofrer alterações ao longo da temporada. Por isso, os próximos levantamentos do USDA serão importantes para acompanhar a evolução da oferta, da demanda e dos estoques mundiais.