Volume exportado cresceu 19% no ano comercial 2025/26 e mantém país na liderança mundial
Brasil bate recorde e exporta 3,37 milhões de toneladas de algodão. Volume exportado cresceu 19% no ano comercial 2025/26.
Foto: divulgação - Embrapa/Fabiano José Perina

O Brasil encerrou o ano comercial 2025/26 com recorde histórico nas exportações de algodão. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o país exportou 3,37 milhões de toneladas da fibra. O volume cresceu 19% em relação ao ano comercial anterior, quando o Brasil embarcou 2,84 milhões de toneladas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

As exportações geraram US$ 5,3 bilhões em receita no período. Os dados integram o Relatório de Safra da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O documento reúne indicadores sobre produção, exportações, mercado doméstico, oferta, demanda e cenário internacional.

 

Pela primeira vez, o Brasil superou 3 milhões de toneladas exportadas em um único ano comercial. O resultado reforça a relevância brasileira no comércio internacional de algodão. Além disso, o desempenho consolida o país como maior exportador mundial da fibra.

Exportações de algodão mais que dobram em quatro anos

O crescimento ganha força quando considerado o desempenho dos últimos anos. No ano comercial 2022/23, o Brasil exportou 1,45 milhão de toneladas de algodão. Em 2023/24, os embarques avançaram para 2,68 milhões de toneladas. Já em 2024/25, o volume alcançou 2,84 milhões de toneladas. Por fim, as exportações chegaram a 3,37 milhões de toneladas em 2025/26.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Assim, o Brasil mais que dobrou o volume exportado em quatro anos comerciais. O avanço também fortaleceu a balança comercial do setor. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o superávit do algodão alcançou US$ 5,29 bilhões. O resultado ficou 9% acima do registrado no ano comercial anterior.

China lidera compras do algodão brasileiro

A China terminou o ano comercial 2025/26 como principal destino do algodão brasileiro. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os chineses compraram 770,5 mil toneladas. O volume representou aproximadamente 23% das exportações brasileiras no período. Na comparação anual, os embarques para a China cresceram 309,2 mil toneladas.

Bangladesh também ampliou as compras da fibra brasileira. O país aumentou suas importações em 173,2 mil toneladas durante o período. Turquia, Paquistão, Vietnã e Índia também permaneceram entre os principais destinos.

A diversificação amplia a presença internacional do algodão brasileiro. Além disso, fortalece a posição do país entre os principais fornecedores mundiais.

USDA prevê liderança brasileira nas exportações em 2026/27

O Brasil também deve manter a liderança mundial no próximo ano comercial. Segundo o USDA, o país deve exportar aproximadamente 3,33 milhões de toneladas em 2026/27.

Enquanto isso, os Estados Unidos devem embarcar 2,68 milhões de toneladas. O Brasil também deve ocupar a terceira posição entre os maiores produtores mundiais.

A produção brasileira deve alcançar 3,97 milhões de toneladas na safra 2026/27.  China e Índia devem permanecer à frente do Brasil na produção mundial.

Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, o recorde representa um marco para toda a cadeia. “Esse resultado mostra que o Brasil conquistou escala, competitividade e confiança do mercado internacional.”

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo Piccoli, o país também se consolidou como fornecedor estratégico da indústria têxtil mundial. O presidente ressalta, porém, que o recorde aumenta a responsabilidade do setor.

Por isso, a cadeia precisa continuar investindo em qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e inovação. Além disso, Piccoli destaca a importância do relacionamento com compradores internacionais. A estratégia busca fortalecer a liderança brasileira e garantir sua sustentabilidade no longo prazo.