Resumo da notícia
- Três touros Angus e um cavalo morreram durante a 49ª Expointer em Esteio (RS), com suspeita de infecção alimentar e tristeza parasitária bovina, sem indícios de contágio para outros animais ou público.
- Exames pré-evento não detectaram doenças nos animais, mas estresse e queda na imunidade podem ter contribuído para as mortes, que ainda estão sob investigação veterinária.
- A UFRGS realizará necrópsias para confirmar as causas dos óbitos e esclarecer se as mortes do cavalo e dos touros têm relação, com resultados aguardados pela Secretaria da Agricultura.
O Serviço Oficial de Veterinária investiga a morte de três touros Angus e um cavalo durante a 49ª Expointer. Os animais morreram no domingo (30), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).
Os quatro animais vieram do sul do Rio Grande do Sul. Dois touros eram jovens, da mesma cabanha, e o terceiro participava da categoria de argola.
Suspeitas sobre os touros
A Associação Brasileira de Angus informou que os dois primeiros touros podem ter sofrido uma infecção alimentar pontual. Já o terceiro teve a morte atribuída à tristeza parasitária bovina, doença associada à ação de parasitas, como o carrapato.
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Um laudo preliminar também aponta uma doença parasitária como provável causa da morte de um dos bovinos. Segundo um veterinário ouvido pela reportagem, o problema pode ter permanecido incubado e se manifestado após uma queda na imunidade.
O profissional considera que o estresse provocado pela mudança de ambiente e pela exposição pode ter contribuído para o quadro. A UFRGS participa da investigação por meio do veterinário de plantão André Dalto.
Não há risco de contágio
Até o momento, os especialistas não identificaram sinais de doença contagiosa. Por isso, o serviço oficial descarta risco para os demais animais e para o público da feira.
A junta veterinária também avalia que a morte do cavalo não tem relação com os óbitos dos touros. A equipe ainda analisa as circunstâncias da morte do equino.
Exames não apontaram doenças
Antes da chegada à Expointer, os animais passaram por exames de admissão e inspeções sanitárias. O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal acompanhou o processo desde as cabanhas de origem até o parque.
Segundo o serviço oficial, os exames não indicaram doenças preexistentes. Ainda assim, os veterinários mantêm o monitoramento dos animais que permanecem na exposição.
UFRGS fará necrópsias
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) informou que acompanha os casos. A pasta aguarda os resultados das necrópsias, que a UFRGS fará para confirmar as causas das mortes.
Os laudos devem esclarecer se os óbitos tiveram causas distintas e concluir a investigação sobre o cavalo e os três bovinos.