Resumo da notícia
- O plantio da safra 2026/27 avança no Sul, com 60% da área prevista no RS, mas geadas e granizo causam danos que exigem replantio em algumas regiões, exigindo atenção ao clima.
- No Paraná, o plantio da primeira safra chegou a 43% da área, com 97% das lavouras em boas condições, enquanto o mercado registra cotações próximas a R$ 60 por saca.
- Santa Catarina enfrenta déficit de cerca de 6 milhões de toneladas de milho, dependendo do abastecimento externo, especialmente do Paraguai e outras regiões brasileiras, influenciando custos e compras.
O produtor de milho começa a nova safra diante de dois fatores que podem afetar o resultado da lavoura: o avanço do plantio e os efeitos do clima sobre áreas já implantadas. Enquanto a semeadura da safra 2026/27 ganha ritmo no Sul, geadas e granizo provocam danos pontuais e, em alguns locais, exigem replantio. Ao mesmo tempo, o mercado apresenta diferenças regionais, com indicações que chegam a R$ 61,98 por saca no Rio Grande do Sul.
Esse cenário aumenta a importância do acompanhamento das lavouras e do mercado nas próximas semanas. No Paraná, por exemplo, o plantio da primeira safra alcançou 43% da área projetada. Já em Mato Grosso do Sul, as cotações passaram a mostrar estabilidade depois de uma sequência de altas.
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Plantio avança e clima exige atenção
No Rio Grande do Sul, o plantio alcançou 60% da área prevista e está praticamente concluído no Noroeste. Apesar disso, as geadas atingiram principalmente lavouras implantadas mais cedo, levando alguns produtores a replantar áreas afetadas.
Além disso, o granizo provocou perdas pontuais. Por outro lado, a infestação de cigarrinha-do-milho apresentou redução no período acompanhado pela Emater/RS-Ascar.
A projeção para o estado indica 896.401 hectares e produção de 6,91 milhões de toneladas na safra 2026/27. Portanto, o clima continua entre os principais fatores de acompanhamento durante o início do ciclo.
Paraná chega a 43% do plantio
No Paraná, a colheita da segunda safra 2025/26 alcançou 95% dos 2,91 milhões de hectares. Paralelamente, o plantio da primeira safra 2026/27 chegou a 43% dos 373 mil hectares projetados.
Entre as áreas já implantadas, 97% apresentam boa condição. Assim, o avanço da semeadura ocorre com predominância de lavouras em situação favorável.
No mercado, as compras seguem próximas de R$ 60,00 por saca, enquanto a demanda fica em torno de R$ 55,00, já considerando frete e seguro até o destino.
Santa Catarina depende de outras regiões
Santa Catarina mantém uma forte necessidade de abastecimento externo. O estado consome aproximadamente 8,5 milhões de toneladas de milho por ano, mas produziu 2,67 milhões de toneladas na safra 2025/26.
Dessa forma, o déficit fica próximo de 6 milhões de toneladas. Por isso, a indústria catarinense depende do milho produzido em outras regiões e também do Paraguai.
Essa diferença entre consumo e produção torna o abastecimento uma variável importante para o setor. Assim, a disponibilidade de milho vindo de outras regiões e os custos de transporte podem influenciar as condições de compra para as indústrias consumidoras ao longo da temporada.
Mato Grosso do Sul tem mercado mais estável
Em Mato Grosso do Sul, as cotações passaram a apresentar estabilidade e alguns recuos depois de uma sequência de altas. A indústria de bioenergia, entretanto, continua absorvendo parte da oferta disponível.
Com isso, produtores e compradores acompanham simultaneamente o avanço da nova safra, as condições climáticas e o comportamento da demanda. As diferenças regionais continuam sendo um dos principais pontos de atenção para o mercado de milho nas próximas semanas.


