Índice fechou setembro em 1,17; ureia subiu 12%, enquanto fosfatados e potássicos tiveram pequenos recuos, segundo a Mosaic
Foto: Divulgação

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou setembro em 1,17, uma melhora de 7% em relação a agosto. Na prática, a queda do indicador mostra que a relação de troca entre a receita das principais commodities e o custo dos fertilizantes ficou mais favorável ao produtor rural.

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A valorização média de cerca de 9% das commodities agrícolas puxou o resultado no período. Segundo o levantamento da Mosaic, responsável pelo IPCF, subiram 9% a soja, 10% a cana-de-açúcar, 5% o milho e 1% o algodão.

Assim, as cotações avançaram em um cenário de maior demanda chinesa, incertezas sobre a safra dos Estados Unidos, fortalecimento do petróleo e preocupações climáticas ligadas ao El Niño.

Fertilizantes tiveram movimentos distintos

Na média, os preços dos fertilizantes permaneceram relativamente estáveis em setembro. Fosfatados e potássicos registraram pequenos ajustes para baixo, mas a ureia avançou 12% no mês.

A alta da ureia merece atenção porque o nutriente nitrogenado é mais sensível a oscilações na oferta global, energia e logística. Para o planejamento da safrinha de milho, isso reforça a necessidade de acompanhar volumes, custo e janelas de aplicação do nitrogênio.

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A  Mosaic aponta que o conflito no Oriente Médio mantém incertezas para o mercado internacional de energia e fertilizantes, sobretudo nitrogenados. O El Niño também pode influenciar o desenvolvimento da safra brasileira.

Como o IPCF é calculado

A Mosaic divulga mensalmente o IPCF, que compara indicadores de preços de fertilizantes e de commodities agrícolas. Quanto menor o índice, melhor a relação de troca para o produtor.

O cálculo usa como referência o ano de 2027 e considera soja, milho, açúcar, etanol e algodão. Do lado dos insumos, entram MAP, SSP, ureia e cloreto de potássio (KC1),  ponderando pela participação de cada produto no uso brasileiro.

Além disso, os preços de fertilizantes no porto brasileiro têm como fonte a CRU, consultoria internacional. Por outro lado, as cotações das commodities são apuradas pela média do mercado brasileiro, em dólar, com base em publicações da Agência Estado e do Cepea. O índice também considera o câmbio, com peso de 70% nos fertilizantes e 85% nas commodities. Os dados são referentes a setembro de 2026.