Resumo da notícia
- A Anvisa proibiu a comercialização, uso, importação, distribuição e propaganda da alulose fabricada pela Sainte Marie, por não estar aprovada para consumo no Brasil.
- A alulose é um açúcar de baixa caloria, aprovado em países como EUA e Japão, mas ainda não regulamentado no Brasil pela Anvisa.
- O produto só poderá ser comercializado após avaliação técnica que confirme sua segurança e eficácia para consumo alimentar.
A Anvisa proibiu nesta semana a comercialização e o uso do produto Alulose, fabricado pela empresa Sainte Marie Importação e Exportação. A decisão, publicada em resolução no Diário Oficial da União, também veta a distribuição, importação e propaganda do produto.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a substância alulose não faz parte da lista de ingredientes aprovados para uso em alimentos ou adoçantes no Brasil. Por isso, o produto não pode ser vendido nem utilizado. Pelo menos até que passe por avaliação de segurança e eficácia.
Segundo a Anvisa, todo ingrediente considerado novo, sem histórico de consumo seguro no país, precisa passar por avaliação antes de chegar ao mercado. Nessa análise, a agência examina o processo de fabricação e verifica se o alimento pode conter substâncias prejudiciais à saúde ou quantidades acima dos limites seguros de consumo.
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O que é alulose?
A alulose é um açúcar de baixa caloria naturalmente encontrado em pequenas quantidades em alimentos como figos, uvas e trigo. Quimicamente semelhante à frutose, ela fornece cerca de 0,2 a 0,4 kcal por grama, o que representa apenas 10% das calorias do açúcar comum.
Diversos países, como Estados Unidos e Japão, já aprovaram o uso da alulose como adoçante em produtos industrializados. Pesquisas indicam que a substância não eleva significativamente os níveis de glicose ou insulina no sangue. O que a torna uma alternativa promissora para pessoas que procuram reduzir o consumo de açúcar.
No entanto, no Brasil, a alulose ainda não é regulamentada pela Anvisa como ingrediente alimentar. E nem como adoçante. Portanto, seu uso depende de aprovação após análise técnico-científica detalhada.