País deve exportar 3,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, aponta Abiec
Baixa oferta de boi gordo, valorização do bezerro e demanda da China elevaram os preços da arroba no primeiro semestre de 2026, aponta Cepea.
Foto: ABIEC

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) projeta que as exportações de carne bovina do Brasil atingirão um recorde histórico em 2025. Os cálculos indicam um volume de quase 3,5 milhões de toneladas, com receita de cerca de US$ 17 bilhões.

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Os dados consolidados de janeiro a novembro já superam todo o desempenho de 2024. Nesse período, o país exportou 3,15 milhões de toneladas, um aumento de 18,3% sobre igual intervalo do ano anterior. A receita gerada foi de US$ 16,18 bilhões, com alta expressiva de 37,5%.

Expansão agressiva no mercado internacional

Para alcançar estes números, o setor executou uma intensa agenda internacional. A Abiec realizou 39 ações de promoção comercial em 23 países ao longo do ano, incluindo jantares de negócios, rodadas de negociação e participação em feiras. Um marco estratégico foi a inauguração de um escritório permanente em Pequim, na China, para aproximar a indústria dos principais centros de decisão globais.

A estratégia rendeu a abertura de novos destinos para a carne in natura, como Vietnã, Quênia e Tanzânia, e para produtos processados, caso do Azerbaijão. Mercados importantes, como Indonésia, Filipinas e Israel, também autorizaram a entrada de novos cortes brasileiros, como miúdos e carnes com osso.

Padrão sanitário e perspectivas para 2026

O setor também reforçou sua credibilidade internacional. Autoridades sanitárias de mais de dez países, incluindo China, Estados Unidos e União Europeia, auditaram mais de 170 plantas frigoríficas brasileiras em 2025, atestando os altos padrões do produto nacional.

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O presidente da Abiec, Roberto Perosa, classificou o ano como “extraordinário”. Ele destacou a resiliência do setor diante de desafios, como as tarifas dos EUA, e a rápida recuperação. “A normalização devolveu previsibilidade e reforçou o papel do Brasil como fornecedor indispensável”, afirmou Perosa.

Para 2026, a associação mantém otimismo, mas com realismo. A expectativa é de estabilidade em patamares elevados, após dois anos de forte crescimento. As negociações continuam ativas para conquistar acesso qualificado a mercados estratégicos como Japão, Coreia do Sul e Turquia, com foco em agregar mais valor às exportações.