Resumo da notícia
- O Instituto Cândido Tostes completa 90 anos como referência nacional em pesquisa de produtos lácteos, destacando-se pela inovação em queijos artesanais e ampliação para leite humano, caprinos e ovinos.
- A parceria com Fiocruz e projetos como o aproveitamento do soro de leite para bebidas fermentadas refletem a modernização da instituição, que recebe maior apoio financeiro e infraestrutura.
- A Lei 24.821/2024 assegura 8% dos recursos da Fapemig para pesquisa agropecuária, impulsionando investimentos e novas tecnologias com editais previstos para difusão do conhecimento gerado pela Epamig.
O Instituto Cândido Tostes (ILCT), unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), completa 90 anos como referência nacional em pesquisa e desenvolvimento de produtos lácteos. A instituição, primeira escola de laticínios da América Latina, concentra a maior equipe de pesquisadores especializados em leite e derivados do Brasil.
Durante a Semana Comemorativa dos 90 anos, o pesquisador Junio de Paula, coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados da Epamig, apresentou a palestra “Queijos artesanais: qualidade, segurança e apoio ao produtor”. O especialista detalhou projetos que abrangem desde pequenas queijarias até indústrias de grande porte.
“Desenvolvemos trabalhos em diferentes regiões produtoras, com foco na qualidade do leite e na produção de derivados como iogurtes, sorvetes e bebidas lácteas”, explicou Junio de Paula.
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Pesquisas vão além dos queijos tradicionais
O ILCT ampliou seu escopo de atuação com projetos inovadores. A instituição mantém parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para pesquisas com leite humano e desenvolve estudos com leite de caprinos e ovinos.
Entre as iniciativas mais recentes, destaca-se o aproveitamento do soro de leite para produção de bebida fermentada e de um fermentado acético com características de vinagre. “Estamos vivenciando um momento histórico, com melhoria da infraestrutura, fortalecimento da equipe e maior apoio financeiro”, afirmou o coordenador.
Lei estadual impulsiona investimentos em pesquisa agropecuária
A diretora-presidente da Epamig, Nilda Soares, ressaltou os avanços proporcionados pela Lei 24.821/2024. A legislação garante que 8% dos recursos destinados à pesquisa pela Fapemig sejam aplicados especificamente no setor agropecuário.

“É gratificante demonstrar à sociedade que o investimento na pesquisa da Epamig tem gerado resultados concretos. Além do leite, trabalhamos em diversas áreas, gerando tecnologias, inovações e patentes”, declarou Nilda Soares.
Fapemig anuncia novos editais para difusão tecnológica
O presidente da Fapemig, Carlos Arruda, destacou o compromisso da fundação com a ciência aplicada. “Nossa proposta é valorizar a pesquisa que gera impacto real e desenvolver infraestrutura tecnológica. Os próximos anos exigirão ainda mais parceria e cooperação”, afirmou.
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado, anunciou para dezembro o lançamento de novos editais. Os recursos apoiarão a difusão do conhecimento gerado pela Epamig em cinco linhas tecnológicas, beneficiando todas as unidades da empresa.
“O valor da ciência está em formar pessoas. O agronegócio mineiro forma muitos profissionais, o que justifica a atenção do governo com a Epamig”, concluiu Cançado.
Localizado em Juiz de Fora (MG), o ILCT é reconhecido por sua excelência em pesquisa e capacitação profissional no setor de laticínios. A instituição contribui diretamente para a melhoria de técnicas, processos e qualidade dos derivados lácteos consumidos em todo o país.