Resumo da notícia
- Exportação de arroz brasileiro cresceu 3,3% no terceiro trimestre de 2026, totalizando 474,8 mil toneladas, mas a receita caiu 3%, para US$ 121,9 milhões, impactada por barreiras comerciais e logísticas.
- No acumulado de janeiro a setembro, as exportações subiram 48,9% em volume e 20,4% em receita, atingindo 1,59 milhão de toneladas e US$ 388,7 milhões, com Senegal e Peru ampliando compras.
- Importações de arroz cresceram 24,1% no trimestre, alcançando 499,7 mil toneladas, principalmente do Mercosul, enquanto esforços para diversificar mercados incluem participação em feiras internacionais com apoio da ApexBrasil.
O Brasil exportou 474,8 mil toneladas de arroz em base casca entre julho e setembro de 2026, uma alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Porém, a receita caiu 3%, para US$ 121,9 milhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com dados do Comex Stat e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No acumulado de janeiro a setembro, o desempenho foi bem diferente. Os embarques chegaram a 1,59 milhão de toneladas em base casca, crescimento de 48,9% ante os nove primeiros meses do ano passado. O valor movimentado foi de US$ 388,7 milhões, 20,4% acima do registrado em 2025.
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Barreiras reduziram ganhos no trimestre
O arroz beneficiado, descascado, semibranqueado, branqueado ou quebrado, respondeu por 238,1 mil toneladas em base casca no terceiro trimestre, com receita de US$ 55,9 milhões. A gerente de Exportações da Abiarroz, Beatriz Sartori, atribuiu a retração a obstáculos em mercados tradicionais.
“As restrições às rotas para Cuba, que esteve entre os principais destinos do arroz brasileiro no primeiro semestre, impactaram os embarques de grão polido. Também contribuíram as novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e a combinação de preços mais elevados com dificuldades logísticas para atender ao Oriente Médio”, explica.
Senegal e Peru ampliam compras
Senegal foi o principal destino do arroz quebrado brasileiro no período, com 118,3 mil toneladas em base casca e US$ 22,1 milhões em receita. Nesse cenário, o Peru também comprou 19,8 mil toneladas de arroz polido, em base casca, por US$ 7,5 milhões.
Os Países Baixos adquiriram 29,9 mil toneladas, movimentando US$ 5 milhões. Os Estados Unidos compraram 9,2 mil toneladas, com receita de US$ 4,3 milhões. Todos os volumes são expressos em base casca.
As vendas de arroz brasileiro, ainda com casca, somaram 236,7 mil toneladas no trimestre e geraram US$ 66 milhões. Sendo assim, volume superou os 177,7 mil toneladas embarcadas entre julho e setembro de 2025.
Importações também avançam
O Brasil importou 499,7 mil toneladas de arroz em base casca no terceiro trimestre, alta de 24,1% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. As compras custaram US$ 139 milhões, 25,2% mais que em 2025.
De janeiro até setembro, as importações somaram 1,28 milhão de toneladas, aumento de 16%. O desembolso, no entanto, recuou 2%, para US$ 318,8 milhões. Além disso, o Mercosul respondeu por 96% das importações de arroz beneficiado, com Paraguai, Uruguai e Argentina entre os principais fornecedores.
Busca por novos mercados
Para reduzir a dependência de poucos destinos, a Abiarroz atua com a ApexBrasil na promoção do arroz beneficiado em feiras e eventos internacionais. Desse modo, em novembro, o projeto Brazilian Rice prevê participação na US Private Label Trade Show, nos Estados Unidos, nos dias 16 e 17, além de uma rodada de negócios com compradores da América Central na primeira semana do mês.


