Washington distribuiu a outros 28 países as 55.993 toneladas que ainda estavam pendentes
Donald Trump (Foto: Reprodução/Casa Branca)

Os Estados Unidos concluíram a distribuição da cota de importação de açúcar bruto para o ano fiscal de 2027 sem acrescentar volume ao Brasil. Em decisão publicada na quarta-feira (23), o governo americano destinou a outros 28 países as 55.993 toneladas que ainda estavam pendentes. Assim, a parcela brasileira permanece nas 100 mil toneladas anunciadas em julho.

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A quantidade é cerca de 36% menor que as 155.993 toneladas destinadas ao Brasil no ano fiscal de 2026. A comparação mostra o tamanho da perda para os produtores que utilizam a cota, sobretudo no Norte e no Nordeste.

O que muda para as usinas brasileiras

A cota permite vender uma quantidade determinada de açúcar ao mercado americano sob uma tarifa menor. Acima desse limite, a importação ainda é permitida, mas enfrenta uma tarifa mais alta. Por isso, uma cota menor reduz o volume que pode entrar nos Estados Unidos nas condições tarifárias mais favoráveis.

No Brasil, a distribuição dessa cota segue regras que direcionam o benefício aos produtores do Norte e do Nordeste. O impacto da decisão americana, portanto, é mais concentrado nessas regiões do que o tamanho do corte, isoladamente, sugere para o conjunto das exportações brasileiras.

O Agro em Campo já havia mostrado que quase 56 mil toneladas seguiam sem destino definido desde julho.

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Quem recebeu o volume restante

A República Dominicana recebeu a maior parcela adicional, de 11.931 toneladas, seguida pelas Filipinas, com 9.151 toneladas, e pela Austrália, com 5.626 toneladas. Também houve alocações extras para Argentina, Peru e Colômbia.

O ano fiscal americano de 2027 começa em 1º de outubro de 2026 e termina em 30 de setembro de 2027. Segundo o governo dos EUA, países que são importadores líquidos de açúcar precisarão apresentar comprovação de origem para utilizar as parcelas recebidas.