Resumo da notícia
- A piscicultura brasileira cresceu 4,41% em 2025, com produção acima de 1 milhão de toneladas, sendo a tilápia responsável por cerca de 70% desse volume.
- Seafood Show 2026, em São Paulo, reúne setor para debater desafios e oportunidades, destacando a importância de investimentos em tecnologia, sanidade e comercialização.
- O Brasil mira ampliar a produção e melhorar sua posição global até 2040, investindo em genética, manejo, processamento e expansão dos mercados interno e externo.
A piscicultura brasileira amplia sua produção e busca novas oportunidades para conquistar espaço no mercado internacional. Nesse cenário, a Seafood Show 2026, realizada de 20 a 22 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), reúne representantes do setor para discutir os desafios da produção e as perspectivas comerciais do pescado.
No primeiro dia do evento, o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros, participará do talk show “O mundo do pescado: desafios e oportunidades de polos produtivos globais”. O encontro colocará em debate diferentes realidades da cadeia produtiva, com destaque para a tilápia brasileira, o panga do Vietnã, o bacalhau da Rússia e o mercado consumidor italiano.
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A programação ganha relevância diante do crescimento da produção nacional. De acordo com o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, elaborado pela PEIXE BR, o Brasil produziu mais de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo em 2025, com crescimento de 4,41% em relação ao ano anterior.
Tilápia lidera a produção de peixes no Brasil
Entre as espécies cultivadas no país, a tilápia ocupa a principal posição. Em 2025, a produção alcançou 707.495 toneladas, volume equivalente a aproximadamente 70% de todos os peixes de cultivo produzidos no Brasil.
Além disso, a atividade reúne espécies nativas, como tambaqui e pirarucu, e outros peixes de cultivo. Essa diversidade amplia as possibilidades de desenvolvimento da piscicultura brasileira e abre espaço para diferentes estratégias de produção e comercialização.
Entretanto, o crescimento do setor também exige investimentos em tecnologia, qualidade, sanidade e processamento. Ao mesmo tempo, os produtores e as empresas precisam fortalecer os canais de comercialização para atender à demanda interna e conquistar novos compradores no exterior.
Francisco Medeiros destaca que o Brasil pretende ampliar sua produção e melhorar sua posição no cenário mundial até 2040.
“Até 2040, o país almeja atingir uma marca maior de produção e subir no ranking da piscicultura global. Esse objetivo será alcançado por meio de investimentos em genética, nutrição, manejo, equipamentos, sanidade, produção, processamento e, principalmente, comercialização nos mercados interno e externo”, realça Medeiros.
A declaração evidencia que a expansão da produção de peixes no Brasil depende de uma estratégia que envolva diferentes etapas da cadeia produtiva. Afinal, além de aumentar o volume produzido, o setor precisa melhorar a eficiência, atender às exigências dos compradores e ampliar sua capacidade de processamento.
Seafood Show amplia área de exposição em 43%
A Seafood Show 2026 chega a esta edição com uma área de exposição 43% maior e a participação anunciada de 120 marcas nacionais e internacionais, distribuídas em quatro setores.
Organizada pela Francal em parceria com a Seafood Brasil, a feira busca aproximar empresas e compradores dos segmentos que integram o mercado de pescado. Para isso, a programação inclui iniciativas destinadas a estimular contatos comerciais e ampliar as oportunidades de negócios.
Entre elas está o Seafood Buyers Program, que prevê a participação de 140 compradores dos segmentos de varejo e food service. Além disso, sete compradores internacionais participarão por meio do Exporta Mais Brasil, iniciativa vinculada à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
A presença desses profissionais pode aproximar fornecedores brasileiros de potenciais clientes e abrir caminhos para futuras negociações. No entanto, a participação no evento não garante a assinatura de contratos nem o aumento das exportações.
Nesse contexto, a piscicultura brasileira terá a oportunidade de discutir as exigências de diferentes mercados, identificar possibilidades comerciais e avaliar caminhos para fortalecer sua competitividade diante de produtores internacionais.
Com a produção nacional em expansão, o próximo desafio consiste em transformar o potencial produtivo em oportunidades concretas de comercialização. Para isso, investimentos, inovação e acesso a novos mercados serão fundamentais para ampliar a presença do pescado brasileiro no Brasil e no exterior.