Resumo da notícia
- O governo brasileiro classificou como "marco lastimável" a tarifa adicional de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros e iniciou trâmites para a Lei da Reciprocidade, mas ainda não tomou medidas concretas.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que a Lei da Reciprocidade visa corrigir injustiças, não retaliação, e defendeu cautela para evitar prejuízos mútuos entre Brasil e EUA.
- Setores afetados, como máquinas agrícolas e etanol, pedem solução diplomática, enquanto o governo busca diálogo antes de adotar respostas econômicas mais duras.
- O governo brasileiro não reagiu imediatamente à tarifa extra de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, avaliando cuidadosamente o cenário político e econômico antes de agir.
- O vice-presidente Alckmin afirmou que a Lei da Reciprocidade visa corrigir injustiças, não retaliar, e destacou a importância de evitar um conflito comercial prejudicial para ambos os países.
- Setores como máquinas agrícolas e etanol foram afetados pela tarifa, mas empresários defendem solução diplomática, alinhada à postura do governo de priorizar o diálogo antes de medidas econômicas.
O governo brasileiro decidiu não responder imediatamente ao novo tarifaço dos Estados Unidos. A tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22).
Após a confirmação da medida pelo governo norte-americano, o Palácio do Planalto classificou a decisão como um “marco lastimável”. Além disso, informou que iniciaria os trâmites para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica.
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Apesar do anúncio, o governo ainda não apresentou medidas concretas com base na legislação. Por enquanto, a estratégia prioriza a avaliação do cenário político e econômico.
Governo adota cautela antes de reagir
Na terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a Lei da Reciprocidade não representa uma retaliação aos Estados Unidos. Segundo ele, o objetivo é corrigir uma situação considerada injusta para o Brasil.
“A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, afirmou Alckmin.
O vice-presidente concedeu entrevista ao lado do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Ambos participaram de uma reunião com representantes dos setores atingidos pela nova tarifa.
Empresários defendem solução diplomática
Nos últimos dias, entidades empresariais demonstraram preocupação com possíveis respostas comerciais do Brasil. Por isso, defenderam cautela nas decisões do governo.
A postura adotada pelo Planalto segue a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assim, o governo busca preservar o diálogo antes de adotar medidas previstas na Lei da Reciprocidade.
Durante as reuniões com o governo, representantes do setor de máquinas agrícolas também descartaram medidas de reciprocidade. Em vez disso, eles defenderam a resolução do impasse por meio de negociações diplomáticas e empresariais.
Tarifa dos EUA atinge setores estratégicos
A nova tarifa norte-americana exclui uma ampla lista de produtos brasileiros. Entre eles estão petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, segmentos como etanol, máquinas agrícolas e papel sofrerão impactos com a cobrança adicional.








