Resumo da notícia
- O agro brasileiro evoluiu em tecnologia, inteligência artificial e bioenergia, mas enfrenta desafios como eventos climáticos extremos, crédito restrito, altos custos e infraestrutura deficiente.
- Os programas dos cinco candidatos para o agronegócio incluem propostas para crédito rural, armazenagem, transporte, irrigação, fertilizantes, agricultura familiar, pesquisa e meio ambiente.
- A série especial “Eleições 2026 — O futuro do agro” apresenta os planos dos candidatos sem rankings, destacando diferenças e semelhanças nas estratégias para o setor agrícola no Brasil.
O próximo presidente encontrará um agro diferente daquele de quatro anos atrás.
Nesse período, o campo avançou em tecnologia, inteligência artificial, bioenergia e abertura de mercados. Ao mesmo tempo, produtores passaram a enfrentar com maior intensidade desafios como eventos climáticos extremos, crédito mais restrito, custos de produção e gargalos históricos de infraestrutura.
Além disso, o Brasil ainda depende do mercado externo para atender parte importante da demanda por fertilizantes. Por outro lado, novas tecnologias, fontes de energia e mercados abrem oportunidades para ampliar a produção e a competitividade.
É nesse cenário que o país escolherá seu próximo presidente.
Para mostrar o que os candidatos propõem para o setor, o Agro em Campo preparou uma série especial de cinco reportagens sobre os planos para o agronegócio brasileiro.
O especial “Eleições 2026 — O futuro do agro” é assinado por Thiago Henrique Feitosa, médico formado pela São Leopoldo Mandic e estudioso do agronegócio. Nascido em Campinas (SP), ele acompanha desde a infância as transformações do campo em Mato Grosso do Sul, especialmente nas cadeias da pecuária, da cana-de-açúcar e da soja.
As reportagens partem dos programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir desses documentos, a série organiza as propostas e apresenta ao leitor medidas que podem afetar diretamente quem produz e acompanha o campo.
O agro nos planos para o Brasil
Crédito e seguro rural ocupam espaço relevante nos programas. No entanto, as propostas vão muito além do financiamento da produção.
Os documentos também abordam armazenagem, ferrovias, rodovias, irrigação e produção nacional de fertilizantes. Além disso, apresentam medidas para agricultura familiar, regularização fundiária, pesquisa agropecuária, inteligência artificial, bioenergia, comércio exterior, rastreabilidade e meio ambiente.
Alguns desses temas aparecem em diferentes candidaturas. Entretanto, os programas nem sempre apresentam os mesmos caminhos para enfrentar os desafios do setor.
Por isso, a série organiza as propostas para que o leitor possa identificar diferenças e pontos em comum entre os programas.
Cinco candidatos, cinco programas
Cada uma das cinco reportagens apresenta as propostas de um candidato para o agronegócio.
A série reúne os programas de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Augusto Cury (Avante).
O Agro em Campo não atribui notas aos programas, não estabelece ranking entre os candidatos e não aponta uma proposta como superior a outra.
Da mesma forma, as reportagens identificam como informações dos respectivos programas as metas, projeções e números apresentados pelas próprias candidaturas.
O levantamento, porém, não se limita às medidas classificadas diretamente como agropecuárias. Também considera propostas de infraestrutura, energia, tecnologia, comércio exterior, recursos hídricos e meio ambiente que podem produzir efeitos sobre o campo.
O que cada candidato propõe para o agro
Ronaldo Caiado (PSD)
Propõe um Plano Safra de cinco anos, ampliação do seguro rural e recuperação de pastagens. Além disso, o programa prevê investimentos em logística e medidas para reduzir a dependência de fertilizantes importados.
Renan Santos (Missão)
Apresenta propostas para reforma agrária, produção nacional de fertilizantes e expansão da agroindústria. Ao mesmo tempo, o programa aborda infraestrutura e inteligência artificial aplicada ao campo.
Flávio Bolsonaro (PL)
Propõe ampliar o seguro rural, a irrigação e a capacidade de armazenagem. Além dessas medidas, o programa apresenta propostas para regularização de propriedades, produção de fertilizantes e corredores logísticos.
Lula (PT)
Propõe ampliar o crédito e o seguro rural. Além disso, o programa apresenta medidas para agricultura familiar, adaptação climática, pesquisa agropecuária, exportações e segurança alimentar.
Augusto Cury (Avante)
Propõe estimular a implantação e a modernização de agroindústrias e usinas de etanol de milho. O programa também aborda agricultura familiar, irrigação no Semiárido e expansão das exportações.
Como fizemos este especial
O Agro em Campo produziu as cinco reportagens a partir dos programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Primeiramente, a equipe identificou as propostas relacionadas ao agronegócio. Em seguida, organizou as medidas por temas para facilitar a consulta e a comparação entre os programas.
Além das propostas diretamente relacionadas à produção, o levantamento considerou áreas que interferem na competitividade do setor. Entre elas estão infraestrutura, energia, tecnologia, recursos hídricos, comércio exterior e meio ambiente.
Quando os próprios programas apresentam números, metas ou projeções, as reportagens deixam clara a origem dessas informações.
Assim, o especial “O futuro do agro” reúne em um único projeto as principais propostas apresentadas pelos cinco candidatos selecionados para um setor estratégico da economia brasileira.
Leia as cinco reportagens do especial “Eleições 2026 — O futuro do agro”
- Caiado propõe Plano Safra de cinco anos e ampliação do seguro rural
- Renan Santos propõe mudanças na reforma agrária e fertilizantes
- Flávio Bolsonaro propõe ampliar seguro rural e irrigação
- Lula propõe ampliar crédito rural, seguro e agricultura familiar
- Augusto Cury propõe 10 mil agroindústrias e 100 usinas de etanol de milho
Esta reportagem integra o especial do Agro em Campo “Eleições 2026 — O futuro do agro”. O conteúdo tem como base o programa de governo registrado pela candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Metas, números, propostas e projeções atribuídos ao candidato têm como origem esse documento, salvo quando indicada outra fonte.