Projeto da Sudene e do INSA recebeu R$ 479 mil e avançou no melhoramento genético e no controle de pragas e doenças
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Projeto viabilizou pesquisas genéticas. Foto: Victor Uchoa (Sudene)

A palma forrageira pode ampliar as alternativas de alimentação animal no semiárido brasileiro. Para contribuir com esse objetivo, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) desenvolveram um projeto voltado ao melhoramento genético da planta e ao controle de pragas e doenças. A iniciativa recebeu R$ 479 mil da Sudene e identificou materiais com potencial para a alimentação animal e humana.

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Iniciado em 2020, o projeto buscou ampliar o conhecimento sobre a diversidade genética da palma e suas possibilidades de utilização. Além disso, os pesquisadores investigaram ameaças que afetam a cultura e desenvolveram estratégias para enfrentar problemas fitossanitários. Dessa maneira, o trabalho reuniu resultados científicos que podem contribuir para a produção agropecuária em regiões sujeitas à escassez de água.

Pesquisa identifica 160 acessos de palma forrageira

Entre os principais resultados, a equipe obteve 160 acessos de palma forrageira, que integram uma coleção de plantas vivas destinada à preservação da diversidade genética. Essa coleção conserva diferentes materiais e permite que os pesquisadores avaliem características de interesse para o desenvolvimento da cultura.

A partir dessas avaliações, a equipe identificou acessos com maior aptidão para a produção de forragem. Também encontrou variedades com potencial para a alimentação humana, incluindo o consumo de verduras e frutos.

Esses resultados ampliam as possibilidades de aproveitamento da planta. No entanto, a identificação de materiais promissores representa apenas uma etapa do trabalho. Para desenvolver variedades com características desejáveis, os pesquisadores precisam dar continuidade às avaliações e ao melhoramento genético.

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Victor Uchoa, agrônomo da Sudene, explica que a pesquisa abordou a “caracterização e uso de gemoplasma e melhoramento genético visando a utilização como forrageiro, além de prospectar novas potencialidades, a exemplo da utilização na alimentação humana”. Ressaltou, ainda, as estratégias de manejo para controle de pragas e as atividades para isolar os principais patógenos que afetam a cultura da palma.

Controle de pragas e doenças fortalece os estudos

Além do melhoramento genético, o projeto investigou alternativas para enfrentar duas ameaças importantes à produção de palma forrageira: a cochonilha-de-escamas e a cochonilha-do-carmim.

Essas pragas podem prejudicar o desenvolvimento das plantas e comprometer a disponibilidade de alimento para os rebanhos. Por isso, conhecer os agentes que afetam a cultura e desenvolver estratégias de manejo são medidas importantes para fortalecer a produção no semiárido.

Paralelamente, os pesquisadores trabalharam no isolamento de fitopatógenos associados às principais doenças da planta. O projeto também incluiu o desenvolvimento de estratégias de controle biológico para infecções específicas.

Com essas iniciativas, a equipe buscou ampliar as alternativas de manejo fitossanitário. Entretanto, a aplicação dos resultados nas propriedades depende da continuidade dos estudos e da avaliação das estratégias desenvolvidas.

Projeto contribui para a formação de pesquisadores

A iniciativa também gerou resultados na formação de profissionais e na produção científica. Até o período informado no balanço do projeto, os trabalhos haviam produzido dois artigos científicos, três dissertações de mestrado e uma tese de doutorado. Além disso, outras duas teses tinham previsão de defesa até o final do ano.

De acordo com o INSA, o projeto superou as metas iniciais e apresentou resultados acima das expectativas. A instituição ressalta, porém, que essas entregas representam uma etapa de um trabalho que exige continuidade.

Isso ocorre porque os programas de melhoramento genético da palma forrageira demandam avaliações de médio e longo prazos. Ao longo desse processo, os pesquisadores precisam analisar os materiais disponíveis, identificar características desejáveis e verificar seu potencial de utilização.

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Portanto, os resultados obtidos ampliam a base científica para novas investigações, mas não significam que todos os materiais identificados já estejam disponíveis para recomendação aos produtores.

Instituições trabalham em parceria

Além da Sudene e do INSA, o projeto contou com a participação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), da Embrapa Semiárido e da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba.

A colaboração reuniu instituições com atuação em pesquisa e desenvolvimento agropecuário. Dessa forma, os trabalhos avançaram em diferentes frentes, desde a conservação da diversidade genética até a investigação de pragas e doenças.

A continuidade dessas iniciativas poderá ampliar o conhecimento sobre a palma forrageira no semiárido e contribuir para o desenvolvimento de alternativas destinadas à alimentação dos rebanhos. Ao mesmo tempo, os estudos sobre o potencial de utilização humana abrem novas possibilidades, que ainda dependem de avaliações específicas.

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Fonte: Sudene