Resumo da notícia
- A produção de frutas no Nordeste cresceu 19% entre 2020 e 2024, chegando a 11,6 milhões de toneladas, impulsionada pela fruticultura irrigada em regiões como o Vale do São Francisco.
- Mais de 70% das frutas frescas exportadas pelo Brasil vêm do Nordeste, com manga, melão e uva respondendo por quase 70% do valor exportado pela região em 2022.
- Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios em logística, infraestrutura e gestão da água, essenciais para manter a qualidade e a regularidade da oferta aos mercados internacionais.
A produção de frutas no Nordeste passou de 9,8 milhões de toneladas em 2020 para 11,6 milhões em 2024, segundo dados consolidados pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). Com isso, a região registrou crescimento de 19% em quatro anos.
Além disso, o Nordeste mantém forte participação nas exportações brasileiras. Segundo dados divulgados pela Abrafrutas, mais de 70% das frutas frescas exportadas pelo Brasil saem da região. A produção nordestina também concentra grande parte das exportações brasileiras de uvas sem sementes.
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Fruticultura irrigada sustenta avanço
A fruticultura irrigada ajuda a sustentar esse crescimento. Ao longo das últimas décadas, produtores implantaram sistemas que permitem manter a oferta de frutas em diferentes períodos do ano, inclusive em áreas de clima quente e semiárido.
Nesse cenário, o Vale do São Francisco se destaca, principalmente em áreas produtoras de Pernambuco e Bahia. Além disso, outros estados nordestinos ampliaram cultivos voltados ao mercado interno e ao comércio exterior.
Entre as principais frutas produzidas estão manga, melão, uva, banana, mamão, melancia, goiaba e coco. A região também cultiva limão, maracujá, acerola, caju e abacaxi.
Manga, melão e uva têm peso nas exportações
No comércio exterior, manga, melão e uva ocupam posições relevantes. Um estudo do Banco do Nordeste mostra que as três frutas responderam por quase 70% do valor das exportações nordestinas de frutas em 2022.
Além disso, o levantamento relaciona esse desempenho aos principais polos de agricultura irrigada. Assim, a estrutura produtiva regional ajuda os produtores a manter volumes regulares e atender mercados com diferentes exigências.
O Vale do São Francisco reúne áreas especializadas em frutas destinadas à exportação. Por isso, a cadeia precisa manter estruturas adequadas de classificação, embalagem, armazenamento e transporte.
Crescimento mantém desafios
Apesar do avanço, a cadeia ainda enfrenta gargalos de logística e infraestrutura. Entre eles estão as estruturas de pós-colheita, a certificação, a padronização dos frutos e as exigências dos mercados internacionais.
Além disso, os produtores precisam preservar a qualidade e a regularidade da oferta. Nas áreas de clima semiárido, o planejamento do uso da água também influencia a produção.
A Abrafrutas ainda vai consolidar os dados referentes a 2025. Portanto, os 11,6 milhões de toneladas registrados em 2024 formam a base mais recente apresentada pela entidade para comparar a evolução da produção.
Com esse resultado, o Nordeste amplia em 19% o volume de frutas produzido em quatro anos e mantém papel relevante na produção e nas exportações brasileiras.