Resumo da notícia
- A extração vegetal no Rio Grande do Norte movimentou mais de R$ 62 milhões em 2025, com lenha representando 73,36% do valor e umbu e mangaba liderando a coleta de frutos nativos.
- A produção de frutos alimentícios cresceu 16,59% em 2025, totalizando 1.750 toneladas e mais de R$ 4,15 milhões, destacando umbu, mangaba, castanha de caju e cajá.
- A lenha extraída de formações nativas superou em volume e valor a produção de lenha de eucalipto, com 1,11 milhão m³ gerando R$ 45,5 milhões, presente em 130 municípios potiguares.
A extração vegetal no Rio Grande do Norte movimentou mais de R$ 62 milhões em 2025, segundo a Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do IBGE. A lenha concentrou 73,36% desse valor, enquanto umbu e mangaba lideraram a coleta de frutos nativos.
Entre os alimentos obtidos por extrativismo, o umbu apresentou o maior volume, com 825 toneladas e mais de R$ 1,19 milhão em valor de produção. A atividade ocorreu em 43 municípios potiguares.
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São Miguel do Gostoso liderou a produção, com 300 toneladas, seguido por Pedra Grande, com 200 toneladas.
Logo depois apareceu a mangaba, que somou 605 toneladas. Nísia Floresta concentrou 530 toneladas desse total. Apesar do volume menor, a fruta alcançou um valor de produção maior que o umbu, chegando a R$ 2,06 milhões.
Extração de alimentos cresce no estado
No conjunto dos produtos alimentícios, o Rio Grande do Norte extraiu 1.750 toneladas em 2025. O resultado representa crescimento de 16,59% sobre as 1.501 toneladas registradas em 2024.
A atividade gerou mais de R$ 4,15 milhões em valor de produção. Além do umbu e da mangaba, a castanha de caju somou 107 toneladas e R$ 440 mil.
O cajá, por sua vez, registrou 22 toneladas e R$ 71 mil. Outros produtos alimentícios responderam por aproximadamente R$ 380 mil.
Nesse levantamento, o IBGE considera a coleta de produtos provenientes de formações vegetais nativas ou espontâneas. Por isso, frutas produzidas em áreas agrícolas, como o melão irrigado, não entram nesse grupo.
Lenha concentra maior valor da extração
Embora os frutos tenham chamado atenção pelo crescimento, a lenha concentrou a maior parcela do resultado econômico da extração vegetal potiguar.
Em 2025, o estado produziu 1,11 milhão de metros cúbicos de lenha por meio do extrativismo, gerando mais de R$ 45,5 milhões. A atividade esteve presente em 130 municípios.
Alexandria registrou o maior valor, com R$ 8,55 milhões. Na sequência, apareceram Santa Cruz, com R$ 6,50 milhões, e Caraúbas, com R$ 5,25 milhões.
Além disso, a madeira em tora e o carvão vegetal ampliaram a participação dos produtos madeireiros. Juntos com a lenha, eles responderam por 82,68% do valor da extração vegetal no estado.
A extração de madeira em tora alcançou mais de 13,2 mil m³ e gerou R$ 706 mil. Macaíba concentrou 8,6 mil m³, com R$ 344 mil em valor de produção.
Já o carvão vegetal apareceu em 118 municípios. Ao todo, o estado produziu 3.578 toneladas, avaliadas em mais de R$ 5,07 milhões.
Extrativismo supera lenha de eucalipto
Os números também mostram uma diferença expressiva entre o extrativismo e a silvicultura de eucalipto.
Enquanto o extrativismo forneceu 1,11 milhão de m³ de lenha em 2025, a produção de lenha de eucalipto chegou a 1.500 m³. Assim, o volume extraído da vegetação nativa foi cerca de 740 vezes maior.
Na silvicultura, Pureza respondeu por 1.200 m³ de lenha de eucalipto, enquanto Macaíba produziu 300 m³. Juntos, os municípios geraram R$ 120 mil em valor de produção.
Pureza também concentrou a produção de madeira em tora de eucalipto para outras finalidades, com 6.000 m³ e R$ 2,4 milhões em valor de produção.
Carnaúba registra queda
A extração de carnaúba seguiu uma trajetória diferente em 2025. O volume caiu 10,98%, passando de 428 toneladas em 2024 para 381 toneladas no ano passado.
Desse total, 379 toneladas corresponderam ao pó de carnaúba. A atividade apareceu em 16 municípios potiguares, entre eles Upanema, Ipanguaçu e Assú.
O valor de produção da carnaúba, considerando pó e cera, também recuou. O estado passou de R$ 7,62 milhões em 2024 para R$ 6,59 milhões em 2025, uma redução de 13,40%.
A PEVS reúne dados sobre a quantidade e o valor dos produtos obtidos tanto da vegetação nativa quanto de florestas plantadas. O levantamento inclui alimentos, ceras, fibras, madeiras, carvão vegetal, lenha e outros produtos florestais.