Resumo da notícia
- O Brasil é o maior produtor mundial de urucum, com 57% da produção, destacando-se São Paulo como principal região produtora, especialmente a Nova Alta Paulista.
- A bixina extraída da semente do urucum é amplamente usada como pigmento natural em alimentos e cosméticos, valorizando economicamente a cultura.
- Pesquisas do IAC buscam variedades com maior produtividade e teor de bixina, apoiadas pelo maior banco genético de urucum do mundo, com 378 genótipos catalogados.
Urucum! Esse nome é conhecido pela maioria dos brasileiros por causa do colorau, ingrediente na cozinha, ou pelas brincadeiras de criança. Mas o papel dessa planta vai muito além do tempero caseiro ou das boas memórias. Da semente é extraída a bixina, pigmento natural usado pela indústria para colorir queijos, embutidos, doces, bebidas e sorvetes, além de aplicações em cosméticos.
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Brasil lidera a produção mundial
O país é o maior produtor global de urucum, respondendo por cerca de 57% da produção mundial. Segundo dados do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), com base em levantamento do IBGE referente a 2020, o Brasil colheu aproximadamente 13,6 mil toneladas de sementes naquele ano.
Em território nacional, São Paulo concentra a principal região produtora, com destaque para a Nova Alta Paulista, onde a cultura tem papel relevante na economia agrícola local.
Safra, preço e manejo
A safra principal do urucum ocorre entre junho e agosto. Segundo levantamento mais recente disponível junto a produtores, o valor pago pela saca gira em torno de R$ 12,50 a R$ 13,00 por quilo de sementes.

O urucum é rico em antioxidantes, além de possuir propriedades anti-inflamatórias e protetoras contra raios solares
Pontos de manejo relevantes:
Algumas variedades, como o urucum-anão, podem gerar uma segunda safra entre dezembro e março, dependendo da época de plantio e do manejo adotado.
Por ser uma cultura perene, o estabelecimento da lavoura exige planejamento de médio prazo.
A recomendação técnica é plantar as mudas entre a primavera e o verão, aproveitando o período de chuvas para o desenvolvimento inicial das plantas.
Embora seja uma espécie nativa da Amazônia, o urucum se adaptou bem às condições de cultivo em diferentes regiões do país, especialmente em São Paulo.
Pesquisa busca variedades mais produtivas
O avanço da cultura no Brasil tem apoio direto de pesquisa científica. Desde a década de 1980, o Instituto Agronômico (IAC-APTA) trabalha no melhoramento genético do urucum, buscando plantas com maior produtividade e teor de bixina nas sementes.
Segundo a pesquisadora Eliane Fabri, do IAC, o desafio central da pesquisa é reunir essas características em uma única variedade:
“A maior demanda dos produtores é obter plantas que combinem porte baixo, alta produtividade e elevado teor de bixina. Esse continua sendo o principal foco do nosso trabalho.”
Além do melhoramento genético, o instituto também estuda manejo, espaçamento entre plantas e adaptação da cultura a diferentes regiões produtoras.
Maior banco genético de urucum do mundo
O IAC mantém o maior banco de germoplasma de urucum do planeta, com 378 genótipos catalogados. Esse acervo é a base para o desenvolvimento de novas cultivares mais produtivas e resistentes, sustentando a liderança brasileira na produção da cultura nos próximos anos.









